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PMCG - Prestação de contas

Superintendente do Procon faz alerta aos consumidores compras de fim de ano

Reclamações

11 DEZ 2013
Schimene Weber e Juliene Katayama
11h23min
Foto: Geovanni Gomes

Com a chegada das festas de fim de ano, aumenta a quantidade de consumidores que adquirem novos produtos, seja para consumo pessoal ou para presentear alguém próximo ou querido com alguma lembrança. É neste momento, também, que o fluxo de reclamações no Procon de Mato Grosso do Sul aumenta significativamente.

O superintendente do órgão no estado, Alexandre Resende, conversou com a reportagem do TopMídia News para falar sobre as principais queixas e orientações para o consumidor na época do Natal e do fechamento do ano. "As reclamações que surgem nessa época são as mesmas notificadas nos períodos considerados normais, o que acontece é que, por uma questão de logística, elas são potencializadas. O que os consumidores mais reclamam, principalmente agora, é da falta de cumprimento do prazo tabulado na hora da compra, que muitas empresas não conseguem ter", pontuou.

Os brinquedos, que são os principais alvos de compras pelos pais e fiscalizações do órgão nesse período, devem ser um ponto de atenção. "Os pais precisam comprar o brinquedo adequado para a faixa etária da criança. O principal alerta é para que os produtos sejam certificados pelo INMETRO, pois eles trazem segurança para os responsáveis de maneira que a integridade da criança não seja colocada em risco", disse.

É nessa época, também, que a escolha do e-commerce (comércio eletrônico) se torna preferencial para a maioria das pessoas que, às vezes, deixa o comodismo de não enfrentar as filas das lojas falar mais alto, mas isso pode gerar dores de cabeça ao consumidor. "Podemos dizer que, no e-commerce, as queixas também estão ligadas à entrega. Só que, nesse ponto, não se trata do prazo, e sim do produto que, muitas vezes, deixa de ser entregue ao comprador", explicou.

Para evitar problemas, o Procon-MS também orienta o consumidor nessa modalidade de compra. "Nessa área, existe uma legislação específica e um decreto federal feito neste ano, que tem como princípio básico o fortalecimento do direito do acesso à informação. Com isso, é obrigatório que a empresa tenha em sua página inicial o endereço físico do estabelecimento e um canal de atendimento ao consumidor eficiente. Quem se deparar com um site que não possui esses quesitos já deve ficar atento, porque a empresa já está iniciando o relacionamento de maneira equívoca", alertou o superintendente.

As promoções também são casos que merecem uma atenção específica. "A última pesquisa do Procon apontou uma diferença de 157% nos preços dos produtos em estabelecimentos diversos.  Nós orientamos que o consumidor pesquise bastante, para que assim não seja induzido ao erro pelas supostas ofertas que as lojas oferecem", orientou.

Como considerações finais, o superintendente explicou que, caso seja necessária a denúncia, o consumidor deverá comparecer ao órgão tendo em mãos a nota fiscal do produto em questão, além dos documentos para identificação. "Nós procuramos estabelecer uma negociação amigável mas, caso não seja possível, resolvemos de forma judicial, assegurando os direitos ao consumidor", finalizou.

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