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Cidades

Terceiro setor impulsiona Rede Solidária e atrai mais instituições

14 novembro 2015 - 14h05Por SEGOV

Impulsionado e criado em parceria com o terceiro setor, o Programa Rede Solidária, lançado pelo Governo do Estado, nesta sexta-feira (13), no bairro Dom Antônio Barbosa, deixou Mato Grosso do Sul em evidência e atraiu o interesse de mais instituições públicas não estatais que já sinalizaram a possível implantação de suas unidades no Estado, com o objetivo de unir forças em benefício da sociedade.

Durante o lançamento do projeto pioneiro no país, ao menos três instituições, de outros estados, garantiram parceria com o Governo na tentativa de somar esforços e unir projetos que beneficiem a comunidade e região. Entre as entidades estão a Organização do Desenvolvimento Humano Multi-social e Cultural Ubuntu (ODHMU) e a Federação Nacional das Associações, Centros e Clubes Unesco do Brasil.

Em seu discurso o governador Reinaldo Azambuja disse que o terceiro setor avalizou a construção do Programa e que a intenção do Rede Solidária é levar qualificação pessoal e geração de renda a 850 famílias.

“Estamos aqui em um espaço cedido pela iniciativa privada (de utilidade pública). Várias dessas ações desenvolvidas aqui tiveram a participação do terceiro setor ajudando a construir o Rede. Então, o objetivo é dar apoio às famílias para que possam ter crescimento social e sair da miserabilidade”.

O terreno, onde foi montada a estrutura do Programa, em uma das regiões com maior índice de violência na Capital e local de extrema pobreza, foi cedido pelo Grupo Francisco Candido Xavier em parceria com a Sociedade Assistencial Mei Mei. “Nós cedemos o espaço e queremos ensinar a pescar, vocacionar essa região para diversas áreas”, disse o diretor do Grupo Xavier, Nilton Geraldeli.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que esteve na inauguração do projeto, defendeu a comunidade solidária e falou da importância das instituições não governamentais e sem fins lucrativos. “Nem tudo se resolve com dinheiro”, disse.

Também sociólogo, Fernando Henrique frisou que os programas sociais precisam dar acesso ao emprego e autonomia às pessoas mais carentes, além de possibilitar a geração de renda.  “O que elas não podem é ser uma massa de dependentes do governo federal”.

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Terceiro setor

Formado por associações e entidades sem fins lucrativos, o terceiro setor se destaca na iniciativa deste projeto social do Governo do Estado e consolida o trabalho encabeçado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast).

“Já verificamos que é um projeto que vai sair na frente porque os parceiros que já foram envolvidos dispõem de grandes ações que vão repercutir na sociedade a médio e longo prazo. Haverá a transformação de famílias. Essa ação une o Governo, o terceiro setor e a comunidade”, disse Luis Otávio Palhari, presidente e fundador da Federação Nacional das Associações, Centros e Clubes Unesco do Brasil.

O secretário Executivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Mato Grosso do Sul, Marcos Silva, salientou a importância do Rede Solidária como um programa pioneiro por ser o único no país que já cumpre com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável preconizados pela ONU,em documento assinado em setembro deste ano.

“Além de possibilitar a participação da comunidade, o Programa garante a inclusão social e a qualificação de pessoas em extrema pobreza que migram para a situação de sustentabilidade e dignidade que a ONU (Organizações nas Nações Unidas) preconiza. Esses são alguns dos 17 objetivos e metas do desenvolvimento social”, explicou Marcos.

O sociólogo Valdir Bundchen, o pai da modelo Gisele Bundchen, que também esteve presente na inauguração do programa, mantém no Rio Grande do Sul, desde 2004, o projeto Água Limpa destinado à preservação da qualidade da água em Horizontina (RS). Em poucos anos, a iniciativa recuperou o Rio dos Pratos e mais seis nascentes que compõem a bacia, na Região Noroeste do estado.

“Isso que vemos aqui é maravilhoso. Iniciativas sustentáveis é o que as propostas precisam ter porque aquilo que não se sustenta, não consegue se perpetuar no tempo. Aqui será preciso grande programa de gestão para que os recursos sejam bem gastos”.

Ele ainda frisou que “não se pode esperar tudo dos governos. A sociedade civil precisa se somar a esses esforços porque os governos estão esgotados”.