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Cidades

Tragédias envolvendo mortes por afogamento marcam MS e especialista dá dicas de prevenção

No último sábado, uma menina de 5 anos morreu

10 fevereiro 2020 - 07h00Por Nathalia Pelzl

Mais uma família perdeu uma criança em uma fatalidade envolvendo afogamento. No último sábado (8), uma menina de 5 anos se afogou em uma piscina no Jardim Petrópolis, em Campo Grande, e não resistiu. 

A menina morreu um dia após o aniversário da mãe. A pequena tinha síndrome de down e sempre foi muito bem cuidada, segundo uma amiga da família, que prefere não se identificar. “Foi uma fatalidade”, diz.

A menina foi levada para a UPA Vila Almeida pelos pais, já em parada cardiorrespiratória, foi reanimada, mas não resistiu.

De novembro até agora, já são cinco crianças vítimas de afogamento em Mato Grosso do Sul.

No dia 19 de Janeiro, um menino de 2 anos, identificado como Felipe Shirmann Borges, morreu afogado no Distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.

A criança estaria brincando em uma caixa d’água, quando por circunstâncias ainda a serem apuradas, se afogou.

O Samu (Serviço Móvel de Urgência) foi acionado, tentou a reanimação, mas o menino não sobreviveu. O fato aconteceu em uma propriedade rural na região do Assentamento Peroba.

No dia 15 de novembro, em Porto Murtinho, a bebê Eloize Daiane Brito, de 1 ano e dois meses, morreu após cair em um balde de lavagem para porcos, no Bairro Salim Cafure.

Também no mesmo dia, no entanto, em Bela Vista, o pequeno identificado como Pedro, de 2 anos, morreu afogado em uma piscina desativada de uma fazenda

Na época, uma testemunha informou que a mãe da criança trabalharia em um hospital da cidade e iria passar o fim de semana com o filho.

Já no dia 23 de dezembro, em Dourados, a pequena Vitória Lorraine Souza dos Anjos, de 1 ano, morreu afogada em um balde enquanto sua mãe limpava casa.

Ela chegou a ser socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas morreu a caminho do Hospital da Vida.

Prevenção  

Para prevenir esse tipo de tragédia, veja dicas do Major Rodrigo Lima, do Corpo de Bombeiros Militar, de como evitar afogamentos:

A primeira dica é para os pais. Quando a criança estiver se banhando em lago, piscina ou rio, nunca deixar que a criança suma de vista. O uso de boias é obrigatório e elas devem ser certificadas. Câmeras de pneus não podem ser utilizadas.

Quando os pais estiverem com crianças em clubes ou outro local onde a criança terá acesso à água é importante que os responsáveis não tomem bebidas alcóolicas, pois isso faz relaxar e pode ser fatal para os pequenos que dependem dos cuidados dos adultos.

Em locais de águas turvas é bom evitar deixar que os pequenos entrem, pois se elas se afogarem é mais difícil encontrar ou fazer o resgate.

O Corpo de Bombeiros alerta para os usuários de clubes. “Nesse caso, orientamos para que as pessoas frequentem locais certificados pelos Bombeiros e que tenha guarda vidas”.