O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul mandou os professores da Rede Municipal de Ensino voltarem às aulas. A categoria que está em greve desde a última segunda-feira (25), diz que a paralisação continua por tempo indeterminado.
O Procurador-Geral do Município, Fábio Castro Leandro, confirmou a informação e diz que em breve os professores serão notificados. "A liminar saiu ontem (27), hoje (28) ou amanhã (29), a categoria vai estar sendo notificada", disse Fábio.
Os educadores lutam pelo aumento de 13,01%, que leva o salário base para R$ 1.917,78 por 20 horas trabalhadas, como estabelece o Piso Nacional. “Estamos vivendo pressionando a Prefeitura, se não é possível que ele [o prefeito Gilmar Olarte, PP] avance na retirada dos nossos direitos básicos”, afirmou o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves.
Segundo Geraldo, a greve segue por tempo indeterminado. “A greve só vai acabar quando o prefeito atender o que a categoria quer", disse.
Os professores tanto da rede municipal, como da estadual, que também entraram em greve nesta terça-feira (27), estão neste momento na Câmara dos Vereadores de Campo Grande, onde pretendem passar o dia todo em forma de protesto.
"Vamos ficar aqui até a gente conseguirmos conversar com os vereadores. No dia 13 de março, prefeito Olarte fez um juramento para nós e agora não quer pagar o que prometeu e os vereadores estão de prova", alertou Geraldo.
Segundo o presidente da Fetems (Federação dos Profissionais de Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli, informou que, hoje, um professor que cumpre jornada de 20 horas, tem remuneração inicial de R$ 1.331 e que o ideal seria R$ 1.917, conforme o piso nacional. Para isso, precisaria do reajuste de 10,92% exigido pelos profissionais, mas o governo propôs apenas 4,37%.
"Os professores estão nas Câmaras de seus municípios, para reivindicar o que é de direito nosso", ponderou o presidente.







