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UFMS teme que corte de R$ 80 milhões cause colapso em setembro

Audiência pública esclareceu pontos sobre o bloqueio de R$ 80 milhões

17 MAI 2019
Redação/UFMS
14h51min
Foto: UFMS

A UFMS realizou no auditório 1 do Complexo Multuso uma audiência pública sobre o bloqueio dos recursos orçamentários e seus impactos na universidade em 2019.  A iniciativa ocorreu ontem (16) e tinha como principal objetivo esclarecer a situação da universidade diante dos cortes no orçamento.

A comunidade acadêmica participou em peso, lotando o espaço. Representantes do Diretório Central dos Estudantes, Sindicatos dos trabalhadores em Educação da UFMS e do Instituto Federal de MS e integrantes da Associação dos Docentes da UFMS estiveram presentes também.

O reitor Marcelo Turine iniciou a audiência apresentando um panorama sobre a situação das universidades federais. Em sua fala, ele destacou a importância do UFMS para o Estado e para o país, além de desmentir alguns dos principais mitos relacionados às universidades.

“Mais de 70% dos nossos alunos apresentaram um perfil econômico de até um salário mínimo e meio e 67% deles vem de escola pública. Então, esses dados mostram que universidade pública não atende só os ricos como muitos dizem por aí. Pelo contrário, a universidade pública garante o acesso democrático à educação”, afirmou

Em relação aos dados sobre o orçamento de 2019, o reitor também pontou que o bloqueio total foi um pouco mais de 50%, o equivalente a R$ 80 milhões, valor que inclui as emendas parlamentares destinadas à instituição.

“A redução atinge diretamente o funcionamento de toda a instituição e compromete as áreas de ensino, pesquisa, pós-graduação, extensão, inovação, além de afetar a manutenção de serviços à sociedade, a compra de insumos para os laboratórios e cursos; e o pagamento de contas de consumo, como água e luz – o que pode paralisar a universidade em setembro”, esclareceu Turine.

Diante desse cenário, a Administração da universidade priorizou o pagamento da assistência estudantil, bolsas e auxílios, os restaurantes universitários, para garantir a permanência dos estudantes.

A pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, Dulce Maria Tristão, detalhou como o bloqueio afetará a UFMS em cada área. Em sua planilha, ela voltou a reforçar que o principal gasto da universidade, que poderá acarretar no encerramento das atividades por falta de pagamento, é o custo de água e luz.

A audiência pública foi transmitida ao vivo pelo YouTube da TV UFMS. Para rever novamente o que foi debatido na ocasião, confira o link abaixo:

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