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quarta, 28 de outubro de 2020
Cidades

Unidos do Aerorancho trabalha para permanecer no grupo especial em 2014

Regiões de Campo Grande

01 fevereiro 2014 - 13h45Por Aline Oliveira

Com pouco mais de 30 anos de existência, a região do Aerorancho abriga moradores com grandes talentos culturais. Prova disso é o artista plástico Levi Batista e a escola de samba, Grêmio Recreativo Unidos do Aerorancho. Fundada em 1997, o grupo com 250 componentes trabalha com afinco para apresentar a população da Capital, um carnaval genuinamente campo-grandense.

 

Segundo a fundadora, Maria Filartiza, conhecida como ‘Mariazinha’, após a participação nos desfiles da Capital, é a segunda vez que a escola fica no grupo especial. “Nós sempre ajudamos o pessoal da Vila Carvalho, aí decidimos montar a nossa escola. Foi muito difícil no começo, porém, conseguimos subir pela primeira vez em 2004 e retornamos no ano passado. Agora estamos trabalhando para permanecer no grupo”, explica.

 

O barracão improvisado se localiza no Aerorancho VI e conta com apenas 10 pessoas para produzir as fantasias e adereços. Com o tema “Do barro e da terra para passarela, o Aerorancho vive o sonho do artista”, o grupo irá contar um pouco da história do Estado e homenagear o artista local, Levi Batista.

 

“O Levi nos ajuda bastante é um grande talento da Capital. Então se for para homenagear alguém, que seja ele”, declarou Mariazinha. Ela destaca que é difícil manter uma escola de samba na periferia, pois, as pessoas mais abastadas preferem sair nas mais conhecidas, como a Vila Carvalho, Igrejinha e Deixa Falar. “Pouca gente nos procura para desfilar conosco, contamos mais com o pessoal da comunidade. O trabalho também é feito com ajuda de poucos. Muitas vezes, alguns amigos vêm no final do dia auxiliar e até a turma da bateria põe a mão na massa”, revelou.

 

Homenageado – Em uma das salas, Levi Batista constrói sozinho, uma alegoria feita de isopor que irá representar a santa Ceia de Jesus Cristo. Ele conta que se sente muito orgulhoso por participar da elaboração e pela homenagem recebida pelos componentes. “Tudo que faço é de coração, e tenho prazer em ajudar meus amigos aqui do Unidos do Aerorancho. Acredito que é bem melhor receber uma homenagem quando se está vivo para apreciar e retribuir, do que só depois de morto”, alegou bem-humorado.

 

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