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Usuários reclamam de descaso nas entregas e atendimento dos Correios

Prestação de Serviços

17 JAN 2014
Aline Oliveira
18h15min
Divulgação

No ano de 2013, o Procon/MS registrou 21 reclamações de janeiro a outubro, contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em Campo Grande. A atualização consta no site do órgão e na maioria das vezes se refere ao atraso na chegada das correspondências.

 

Uma das pessoas que já formalizou reclamação na empresa foi a universitária Fabiola Farias Brandão, 32 anos, universitária e moradora no bairro Universitário desde 1992. Ela comenta que no ano passado teve vários problemas como atraso na entrega das correspondências, outras que nunca foram entregues ou ainda entregues em endereços vizinhos.

 

“Em novembro de 2013, a fatura do celular do meu esposo não chegou e ele possui uma conta controle pós-pago. Os créditos de cada mês só são liberados após pagamento, como não recebi o boleto tentei imprimir via internet, mas não deu certo. Resultado, o pagamento atrasou bastante e a linha ficou vários dias bloqueada”, relata Fabiola que teve de ligar para operadora pedindo a fatura para agilizar a liberação dos créditos.

 

A universitária contou ainda sobre outra situação desagradável que passou quando comprou um pacote de livros via internet. “As encomendas do site Estante Virtual vêm sempre registradas, logo, para que o carteiro possa entregar deve pegar a assinatura do destinatário, bem como confirmar o documento de identificação. O funcionário do Correio realizou três tentativas para entregar e como não encontrou ninguém, ao invés de deixar o aviso formal na caixa do correio entregou ao meu vizinho”, desabafou.

 

Fabiola acrescentou que ao entrar em contato com os Correios para reclamar, foi informada que o procedimento correto era o carteiro deixar um registro na caixa informando que a mercadoria estaria disponível para entrega na agência central. “Explicaram-me que no registro deveria constar a data limite para resgate, as datas de tentativas de entrega e o número de rastreamento do pacote. No entanto, tive que receber pelo vizinho minha encomenda, correndo o risco de nunca mais a encontrar”, reforçou a universitária.

 

Falta de cuidado – A professora aposentada Creusa Rodrigues da Silva, 63 anos e moradora no bairro Amambaí também ficou indignada com o descaso na entrega de documentos importantes que aguardava no mês de dezembro. “Eu estava esperando um cartão bancário (débito/crédito) do banco e quando chegou deixaram na caixa de correio que é externa. Não fui chamada pelo carteiro para assinar a correspondência que ficou ali durante todo o dia. Eu não fui olhar devido a forte chuva que caiu durante todo o dia, e quando chegou ao fim da tarde, todas as correspondências estavam ensopadas e por pouco o cartão não ficou inutilizado”, pontuou.

 

Na avaliação da educadora é preciso também ter mais cuidado nos prazos de entregas de faturas para pagamento. “Recebo mensalmente a correspondência para pagamento do cartão Comper e sempre chega em cima da hora ou atrasado. Em dezembro chegou dois dias depois e este mês no dia do pagamento, após o almoço. Ainda bem que posso pagar no supermercado e se não pudesse, teria de pagar juros?”, argumentou.

 

 

Nota retorno – Entramos em contato com a Assessoria de Imprensa do Correio (ECT) que nos orientou a enviar via email, os nomes completos, endereços e telefones dos reclamantes, para que pudessem entrar em contato e responder aos questionamentos. Porém, três dias após o contato, ainda não se manifestaram.

 

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