Com a ampliação da coleta seletiva, a UTR (Usina de Triagem de Resíduos) terá capacidade para reciclar até 1.750 toneladas de lixo ao mês, funcionando em três turnos com 414 funcionários. A informação é do Superintendente da Solurb-CG, Élcio Terra.
Segundo ele, hoje a usina atende 48 catadores de três cooperativas diferentes que atuam um turno. São reciclados sete toneladas de lixo ao dia. Com a inauguração da obra em julho, o serviço deve ser ampliado para 600 toneladas diárias, recicladas por 150 pessoas de quatro cooperativas.
Conforme o prefeito Gilmar Olarte (PP), com a finalização da UTR, Campo Grande ficará em terceiro lugar no ranking da coleta seletiva, atrás apenas de São Paulo (SP) e Curitiba (PR). “É a mudança de hábitos, a educação ambiental e a autonomia financeira dos trabalhadores”, garante.
O diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho), Cícero Ávila, destacou que a prefeitura está capacitando os catadores para atuar na UTR. Segundo ele, 236 profissionais já realizaram o curso de formação e devem começar a trabalhar nas novas instalações a partir de julho.
A coleta seletiva é o recolhimento de materiais recicláveis (papel, plástico, metal e vidro) que não devem ser misturados ao lixo comum das residências ou local de trabalho. Trata-se de um cuidado dado ao resíduo que começa com a separação dos materiais em orgânicos e inorgânicos, e, em seguida, com a disposição correta para o reaproveitamento e reciclagem.
De acordo com a assessoria da prefeitura, o serviço atende 100 mil residências, o que corresponde ao recolhimento do lixo produzido por 182,6 mil pessoas. A partir da expansão serão 600 toneladas de matéria-prima coletada.
Durante o lançamento da expansão do serviço de coleta seletiva, o prefeito Gilmar Olarte também anunciou um projeto em parceria com o Governo Federal para transformar parte do material coletado em tijolos, que devem ser usados na construção de casas populares.
O programa não tem previsão de lançamento, mas o prefeito garante que já conseguiu parte dos recursos no Ministério do Planejamento. O objetivo é conseguiu outras fontes para a contrapartida municipal.
O outro lado
Um grupo com cerca de 15 catadores foi barrado do lado de fora do evento. Segundo Luiz Henrique Furlan, apenas uma média de 60 pessoas foram capacitadas para atuar na UTR e os catadores não foram consultados sobre o destino do lixão. “Tudo o que eles estão falando é mentira. Não deixaram a gente entrar para falar a versão deles”, pontuou.
A categoria está descontente com as mudanças e se preocupa com a possível redução dos salários. Leia mais aqui.







