O verão começa definitivamente neste domingo (21) no Hemisfério Sul e se estende até 20 de março de 2026. Essa estação é marcada por temperaturas elevadas, maior umidade do ar e aumento das chuvas, com dias mais longos que as noites devido à maior incidência de radiação solar.
Segundo um prognóstico divulgado pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) um aspecto típico do verão é a rápida mudança nas condições do tempo, com ocorrência frequente de pancadas de chuva intensas e de curta duração, que podem evoluir para tempestades com raios, ventos fortes e, ocasionalmente, granizo, causando alagamentos e enxurradas, principalmente no período da tarde.
De acordo com a média histórica de precipitação para o trimestre de janeiro, fevereiro e março (JFM), baseada no período de 1981 a 2010, grande parte de Mato Grosso do Sul registra volumes entre 400 e 600 mm, enquanto o extremo nordeste do estado apresenta valores mais elevados, entre 500 e 700 mm. A previsão probabilística de precipitação para JFM de 2026 indica um cenário de irregularidade, com chuvas podendo ocorrer próximas, ligeiramente abaixo ou acima da média histórica, dependendo da região.
Em relação às temperaturas, a normal climatológica aponta médias entre 24°C e 26°C na maior parte do estado durante o trimestre JFM. Regiões noroeste e nordeste tendem a registrar valores mais elevados, entre 26°C e 28°C, enquanto o extremo sul apresenta temperaturas mais amenas, variando de 22°C a 24°C. A previsão climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, favorecendo períodos mais quentes.
Quanto ao fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS), os modelos climáticos apontam cerca de 68% de probabilidade de condições de neutralidade durante o trimestre JFM de 2026. Apesar disso, o ENOS não é o único fator determinante do clima regional e sua influência sobre Mato Grosso do Sul ocorre de forma indireta.
De modo geral, a análise dos modelos climáticos sugere um verão e início de outono com chuvas irregulares e temperaturas ligeiramente acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, caracterizando um trimestre mais quente, com precipitações variáveis ao longo do período.
(Com informações Cemtec)







