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Cidades

03/09/2014 13:00

Vereadoras e imprensa são expulsos do Hospital Infantil: Veja o vídeo

Expulsão

As vereadoras Luiza Ribeiro (PPS) e Thais Helena (PT), juntamente com a  imprensa, foram 'convidadas a se retirar' durante a vistoria relâmpago realizada na manhã desta quarta-feira (03), do prédio do Hospital Sírio-Libanês, em Campo Grande. O edifício passa por obras há um mês e até a presente data estava sem a placa exigida pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci/MS) que regulariza e fiscaliza todas as obras executadas na Capital.


Primeira a chegar ao local, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), entrou e foi informada por um funcionário identificado como Francisco, que poderia proceder à vistoria. O mesmo funcionário chegou a ligar para uma pessoa identificada, também, apenas como Doutora Renata, ligada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau),  e informou que entraria em contato com o secretário municipal de Saúde, Jamal Salem.


Foto: Geovanni Gomes


Enquanto Luiza Ribeiro aguardava a chegada da vereadora Thais Helena, explicou que recebeu denúncia de que o local estaria de forma irregular, passando por reformas há um mês, sem ter a placa exigida pelo Crea. "Recebemos essa informação, que o local não estaria com a placa. Também viemos conferir para saber se o local estava passando por reformas como foi constatado. Nós apuramos e os comerciantes da região nos informaram que a reforma vem sendo realizada há um mês. Nós queremos saber quem está custeando tudo isso", explicou.


Luiza Ribeiro informou que a prefeitura divulgou no dia 14 de agosto apenas um extrato sobre a locação do prédio, no valor de R$ 2,380 milhões/ano, e que os vereadores da Câmara Municipal não tiveram até o momento nenhuma informação sobre o processo de arrendamento do Hospital Sírio-Libanês. Ontem, durante a sessão ordinária, os vereadores da base do prefeito esvaziaram a sessão e não votaram o requerimento que solicita ao prefeito Gilmar Olarte (PP) ceder todo os contratos realizados para fazer o arrendamento. O requerimento de autoria da vereadora está parado na Casa de Leis desde o dia 7 de agosto, portanto há quase um mês.


"Se nós tivéssemos acesso a todas essas informações não precisaríamos vir até aqui, mas o que me parece é que até o presente momento a reforma está irregular, já que não há placas que são exigidas. Pelo que pudemos ver, até os funcionários que trabalham na obra o estão irregulares, já que não os vi com capacetes, o que é exigido por lei", comentou Ribeiro.


Foto: Geovanni Gomes


Logo que a vereadora Thais Helena chegou ao local, as vereadores começaram a conversar com os funcionários que foram aconselhados pelo responsável da obra, identificado inicialmente como Francisco, "que todos os funcionários estavam proibidos de falar sobre o caso, até a chegada dos responsáveis".  

   

Responsáveis - Nervosos, chegaram ao local o arquiteto da prefeitura Nelson Guimarães, responsável pela obra, acompanhado do funcionário, que inicialmente se identificou como administrador do dono da rede El Kadri, Mafuci Kadri, e se identificou como Augusto. Logo depois voltou atrás e afirmou ser funcionário "apoiador da Sesau".  


Guimarães começou dizendo que as obras estão sendo executadas pela empresa César e Paulinho Ltda. e que houve uma demora na confecção das placas. "Nós já havíamos solicitado a confecção das placas, houve uma demora e fomos informados que hoje elas já estarão aqui e serão colocadas", comentou.


O administrador do Hospital, Augusto, informou que a reforma no prédio está totalmente regular. "Nós temos todos os registros, o RM, o alvará e todos os documentos necessários para a execução da obra".  Porém, ambos informaram não saber detalhes sobre o contrato do arrendamento, e que apenas eram responsáveis pela parte técnica. No entanto, Guimarães informou que a obra estava sendo custeado por Marfuci, mas não soube informar o custo total da obra e nem como seria feitos os pagamentos.


Luiza Ribeiro classificou o caso como "estranho", já que o prédio, no momento, é do poder público, da prefeitura, e passar por reformas particulares, mesmo após a locação do prédio. "São coisa que precisam ser esclarecidas para a população. Precisamos de mais transparência. Sobre o fato de o prefeito dizer que "está enjoado da vereadora Luiza Ribeiro", ela alfinetou: "Se está enjoado, toma dramin". Outro fato considerado estranho pelas parlamentares foi como um arquiteto da prefeitura pode ser responsável por uma obra considerada particular.


Foto: Geovanni Gomes


As vereadoras chegaram a ir ao primeiro andar do hospital acompanhadas pelo arquiteto, quando uma viatura da Guarda Municipal com seis guardas ficaram na porta do local fazendo a escolta. Visivelmente nervoso, o administrador expulsou a imprensa que acompanhava o caso, informando que se estivessem com alguma dúvida, procurassem o Ministério Público Estadual. O mesmose deu com as vereadoras, também "convidadas" a deixar o local, argumetando que o local havia sido invadido por todos, e que ele era o responsável.


Neste momento houve um princípio de tumulto já que as vereadoras queriam saber a mando de quem ele estava convidando as pessoas para deixar o local, já que o prédio no momento é da prefeitura e por serem parlamentares, não podiam ser impedidas de entrar no local. Alterado o administrado apenas pediu para que saíssem do local, onde as vereadores saíram e ele fechou a porta de vidro do saguão, onde do lado de fora, estavam os guardas municipais dando o suporte.


Providências - A vereadora Thais Helena informou que vai protocolar e encaminhar para a mesa diretora da Câmara Municipal, que vai enviar um ofício informando que as vereadoras foram proibidas de entrar em um local público. "Fomos proibidas de entrar em um prédio que está na personalidade de ser público e vamos tomar as providências necessárias".


Já a vereadora Luiza Ribeiro se desculpou com os jornalistas que foram expulsos do local e afirmou que caso fosse constatadas as irregularidades, iria encaminhar as denúncias para o Ministério Público Federal, Estadual e para o Creci/MS.


Foto: Geovanni Gomes


De acordo com o administrador, a inauguração do prédio está prevista para o dia 12 de outubro, contrariando o prefeito Gilmar Olarte que declarou que a primeira fase do Centro Pediátrico ficaria pronta no dia 10 de setembro deste ano. 


Veja o vídeo: 



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