TCE ABRIL 16 A 22/04
Menu
terça, 20 de abril de 2021
Cidades

Zélia recebeu 1ª dose da vacina e aguarda 2ª para respirar aliviada após um ano isolada

Com a pandemia, idosa não pode estar tão presente no primeiro aninho da neta, Athena

03 março 2021 - 19h00Por Nathalia Pelzl

A aposentada Zélia Maria Reis Kassavara, 79 anos, tomou a primeira dose da vacina contra covid-19, um ano após o início da pandemia, em Campo Grande. Ela recebeu a primeira dose nesta terça-feira (2).

Agora, ela vai aguardar mais 90 dias para ser totalmente imunizada, mas garante que não vai ‘relaxar’ nas medidas de biossegurança.

Desde o início da pandemia, dona Zélia tem seguido todo protocolo, não recebe visitas, só sai para ir ao médico ou dentista, precisou reduzir o número de idas à igreja e o mais doloroso: não pode acompanhar de perto e da forma como queria o primeiro aninho da neta Athena. 

Entretanto, conforme ela explica, o esforço valeu a pena, já que não foi infectada pela doença, assim como os entes queridos. 

Ao TopMídiaNews, ela contou sobre o sentimento de receber a vacina. “A gente fica um pouco aliviada, mas continuaremos tomando os cuidados, tem gente que acha que só passar álcool está resolvendo o problema, mas não é assim”, pontua. 

Zélia tem problema cardíaco, ou seja, grupo de risco para doença. “Meu sobrinho pegou, mas mora em Santa Catarina, eu não tive contato com ninguém. Essa fase da pandemia é complicada, eu estou cuidando da minha horta, mas não é a mesma coisa, faço caminhada no meu quintal também”. 

Para matar a saudade e acompanhar um pouco o crescimento da netinha, Zélia faz videochamadas e ligações, mas garante que não é a mesma coisa. 

Na terça-feira, quando saiu para tomar a primeira dose, pode ficar pertinho de Athena, já que ela e a mamãe que a levaram para receber o imunizante. 

Na visão da idosa, infelizmente, os jovens são os mais irresponsáveis. Além disso, Zélia defende que os professores deveriam ser prioridade na hora da vacina. 

“Acho muito errado, tinha que ser os idosos e professores, se não tiver professores, não tem nenhuma profissão mais”, diz. 

A aposentada finaliza dizendo que alívio completo só após a segunda dose, porém, os cuidados serão mantidos.