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sexta, 07 de agosto de 2020
COLUNA

Decifrando

Marco Santos

A difícil arte de decifrar a política brasileira

Visualizo três correntes

17 dezembro 2019 - 14h39

Diariamente assistimos especialistas midiáticos estendendo apreciações a respeito da conjuntura política nacional.

Acredito que lançam mais confusão na mente dos assistentes do que algo válido como juízo de valor.

Alguns, até, desfiam desinformação patrocinada por correntes ideológicas ou a serviço da corruptocracia.

Não se desconsidera aqueles que fazem as duas coisas.

Nada mais complexo de fazer do que analisar o quadro político nacional.

Visualizo três correntes.

A de extrema direita que acaba de ascender ao poder.

A de extrema esquerda que acaba de perde - lo .

E um centrão que até poderia ser o fiel da balança não fosse o fato de que opera mais por seus interesses privados (não que as duas outras também não o façam) e oscilam entre lá e cá, enquanto cobram algum tipo de conveniência.

A horizontalidade entre os três grupos está na atividade de promover a corrupção.

Fácil também ver isso nos noticiários.

Os interesses da sociedade, necessários e urgentes, como questões econômico - financeiras, de segurança e ordem pública (como prisão em segunda instância e enfrentamento da corrupção, por exempo) ficam a  depender da "vontade política" de lideranças  que ali estão postas pelo voto popular.

Grande república a nossa, como cinicamente, fica a vontade de gritar.

Realmente, decifrar esse quadro, em linhas menores, é enorme desafio para a epistemologia, o velho "simancol", o qual deveríamos ter aprendido com país e avós.

Enquanto assim caminha nossa democracia, assistimos políticos não reeleitos ou que sempre viveram as custas do Estado, vivendo, e aparecendo, não sabemos de quê.

Talvez da brisa de boreste..

Outros aparelhando autarquias e fundações onde poderão auferir ganhos a seus "senhores partidários". Esta uma nova versão do coronelismo dos senhores de engenho escravocratas.

Daqui a menos de um mês o país terá uma trégua nos acintes diariamente veiculados.

Os políticos partirão para " merecidas férias" , com 13° , 14° e etc ( privilegios que já deveríam, de muito, ter sido revistos), nos grandes e gananciosos bolsos, para Paris, Orlando, Miami ou paradisíacas ilhas na Oceania.

O Brasil fica com os problemas. Estes são nossos, não deves.

A responsabilidade pelo alto valor cobrado de cada cidadão brasileiro por esse descalabro, muitas vezes ao custo de preciosas vidas humanas, é da própria sociedade que os elege.

Lamentável!!!!!

Marco Santos

Um observador do mundo.