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COLUNA

Decifrando

Marco Santos

Pensamento Estratégico, o que falta ao Brasil

03 janeiro 2020 - 08h48

Apesar de existir na estrutura governamental brasileira uma Secretaria de Assuntos Estratégicos, faz algumas décadas que ela não exerce efetivamente essa destinação.

No início do governo Bolsonaro, até recentemente, esteve nas mãos de alguém capaz de cumprir o papel de estrategista nacional, em tempos de elevada turbulência mundial.

Com a saída deste pensador internacionalmente renomado, o Brasil retorna a mediocridade estratégica.

O pensando estratégico é aquele vetor de impulsão e de mobilização dos recursos nacionais, em dimensões maiores de espaço e tempo, capaz de orientar o país nos planejamentos e gestão de ações de longo prazo,  para a construção de futuros visualizaveis e  desejáveis para o progresso e bem estar da sociedade.

Deve ser coerente com o que motiva e direciona as principais potências mundiais e não se restringir a estabilidade econômico - financeira.

Foram pensamentos estratégicos que permitiram a países como EUA, Alemanha, China e Japão serem o que são hoje.

Por um breve período, nos anos 1970 e 1980, o Brasil teve pensamento estratégico que permitiu que tivesse sistemas elétrico, de tecnologia de  comunicações e de infra estrutura que impedem, até hoje, que o país não tenha deixado de  funcionar.

Se você que nos lê,  assiste televisão e usa celular não sabe,  isto se deve as bases estratégicas estruturadas naquele tempo.

O Brasil não está se preparando para o Séc XXI e muito menos para o XXII. É, é urgente pensar longe.
Temas como qualidade de alimentação para as próximas quatro décadas pelo menos, novos modelos de exploração da Amazônia sem danos ao ambiente, por meio de  micro empreendimentos, internet das coisas, fontes de  energias alternativas , etc não estão sendo sequer pensadas. Talvez imaginadas por sonhadores.
O país é o único dos BRICS que não lança seus próprios satélites.

Os demais , lançam constelações proprias de 50 deles por exemplo , em curto espaço de tempo.

O impacto disso será o diferencial entre ser uma colônia tecnológica ou um ator com voz ativa no  cenário mundial , com os  benefícios decorrentes para o bem estar da sociedade.

Encerrando, cabe um velho adágio que bem ilustra nossa situação em relação a temas estratégicos:
todo país que não tiver sua própria estratégia de desenvolvimento, acabará dentro da estratégia de desenvolvimento de outros .
 
Marco Antonio dos Santos.