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COLUNA

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Fernando Fenero

A bruxa está solta no Brasileirão 2019

Quatro times anunciam mudanças no comando técnico, numa rodada repleta de polêmicas e goleadas.

27 setembro 2019 - 12h37

A rodada do meio da semana terminou com a maior dança das cadeiras da era dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro. Quatro times vão mudar seus comandos, e essas mudanças não são todas óbvias. 

Quem puxou a fila foi o São Paulo, que teve que aceitar o pedido de demissão do técnico Cuca mesmo com a diretoria insistindo para mantê-lo no cargo. Cuca fez um trabalho de razoável para bom, conseguindo flertar com a parte de cima da tabela, mesmo com um elenco sem grandes peças e dependente do vitorioso Dani Alves e da apagada estrela de Alexandre Pato. 

Com a saída do treinador, Vagner Mancini que estava trabalhando no São Paulo como coordenador técnico, bateu cabeça com os dirigentes, e descontente com a contratação de Fernando Diniz, se desligou do clube. Mancini tinha uma certa esperança de ser o próximo da fila para comandar o time do Morumbi. 

Mais tarde o Cruzeiro também anuncia a demissão de Rogério Ceni, que teve uma passagem relâmpago abandonando um bom trabalho no Fortaleza para tentar mais uma vez em um time grande. 

Mas a mesma patota que derrubou Mano Menezes, arrumou confusão com Rogério, que se desentendeu não só com Thiago Neves, como também com Dedé (um dos maiores brasileiros da história segundo o SBT). Os programas de fofoca esportiva estão dizendo que o clube está procurando Luiz Felipe Scolari para a vaga, mas vale lembrar que trazer a turma do bigode sai caro, e que o Cruzeiro não anda bem das pernas financeiramente. 

Enquanto isso no Pacaembu, Mano engatou sua quinta vitória seguida no comando da Sociedade Esportiva Palmeiras, com um sonoro 6x1 contra o candidato a rebaixamento CSA que vinha de três jogos sem derrotas. Mano deixa claro que não era ele o problema no Cruzeiro, e afasta a fama de retranqueiro que deixou a torcida palestrina preocupada.

O Fortaleza por sua vez mandou embora o técnico Zé Ricardo, já de olho na possível volta de Rogério Ceni. Zé Ricardo que pegou a barca de vento em popa, não consegui resultados como os do ex-goleiro, fazendo nos sete jogos que comandou a equipe uma vitória, dois empates e quatro derrotas. Voltando para a capital do Ceará, Ceni tem a oportunidade de só fugir do rebaixamento e ter seu trabalho valorizado, ou buscar a Sulamericana e cravar seu nome em mais um capítulo do clube nordestino. 

Para fechar com chave de ouro, o Fluminense recebeu o Santos, que tinha a missão de voltar a brigar pela ponta da tabela, enquanto o tricolor carioca tenta se afastar da zona da degola. Em um jogo mais feio que bater na mãe por causa de mistura, o Fluminense se mostrou nervoso demais em campo, e quando Oswaldo de Oliveira anuncia a substituição de Paulo Henrique Ganso, um bate boca com quase vias de fato acontece. 

Ambos trocam acusações na frente da torcida e das emissoras de televisão, enquanto Ganso chama o treinador de “burro pra caralho”, Oswaldo devolve com um sonoro “vagabundo”. Ambos estão certos, mas o treinador arrumou briga com a torcida e saiu de campo no fim da partida mostrando seu dedo do meio para quem criticava sua capacidade técnica. 

Isso tudo aconteceu em um jogo que terminou em empate, tirando o Fluminense do Z4, mas prejudicando o Santos em sua perseguição ao líder Flamengo. Horas depois, o time das Laranjeiras anunciou o desligamento de Oswaldo de Oliveira, o quarto técnico a rodar em 24 horas. 

Com 20% dos times da série A trocando comando, três deles ainda vão ter que correr atrás de alguém para aguentar até o fim do campeonato, com poucas opções de mercado. Felipão, Abel, Ceni, e Cuca são considerados para as vagas, mas nada de oficial por enquanto.