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COLUNA

E agora?

Resina & Marcon

A crise é moral!

O grande problema das administrações não está tão somente nas políticas adotadas.

17 janeiro 2017 - 13h16

É notório que, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, todas as nações clamam por reforma. Reforma esta que, por diversas vezes, foi realizada em âmbitos políticos, econômicos, sociais e religiosos.



 A diferença é que desta vez, o cidadão precisa se conscientizar da necessidade de reformar os seus conceitos individuais. As nações clamam por uma reforma moral, não apenas na política ou na economia, mas dentro do interior de cada indivíduo enquanto cidadão que convive em sociedade e que precisa do outro para que seus anseios mais ínfimos possam ser, de fato, completamente sanados.



O caráter, a moralidade, a boa conduta, foram, ao longo do tempo, sendo completamente relativizados. As motivações reais, ao longo da história, foram maquiadas por discursos carregados de hipocrisia, que fizeram com que todas as nações vivessem uma falsa sensação de bem-estar.



A ética também foi deturpada. Foi carregada de “boas mentirinhas”, com a justificativa de “não causar grandes problemas” em âmbitos profissionais, políticos e sociais. O conveniente se tornou mais fácil, a omissão e a mentira se tornaram convenientes e poucos são os que pagam um preço para serem amigos da verdade.



Chegou a hora do indivíduo, enquanto pessoa e enquanto cidadão, abrir mão de alguns paradigmas e dar lugar a verdade, a moralidade e a ética em seus conceitos puros. As nações clamam por reforma de seus cidadãos.



A partir destes feitos seremos capazes de enxergar as políticas econômicas dando certo. Enquanto isso, vemos no governo e no dia a dia social, uma disputa de egos, baseada em mentiras e fantasias, onde todos apenas buscam afirmações de suas identidades através de falsas conquistas, para que possam, de alguma forma, suprir momentaneamente as “necessidades” de seus corações.



Vemos aqueles que são mais bem-intencionados, buscando soluções para o Estado, mas ignoram os aspectos individuais e acabam apenas buscando manobras para tapar as falhas morais dos indivíduos, deixando de lado a real causa de todos estas atrocidades: O caráter.



Os portadores de autocomiseração dirão que são o que são por conta da cultura que lhes foi ensinada ou por conta de suas histórias de vida. Já os que são portadores de um caráter resiliente assumem que suas culturas e o que lhes foi ensinado interferem sim em sua identidade moral, porém os mesmos tomam um posicionamento diante dos fatos e reconhecem que são capazes de serem agentes transformadores de si mesmo.



Portando concluímos que não é direita nem esquerda o grande problema ou a grande solução política, econômica ou social. O problema é a moral de cada cidadão e a solução é a reforma do caráter, da conduta e da identidade moral, que refletirão expressivamente nas condutas, nas atitudes e que, por fim, trarão os resultados tão esperados nos âmbitos familiares, sociais, econômicos, educacionais, políticos, religiosos e, inclusive, individuais. Ainda que alguns julguem tais explanações como soluções utópicas, elas infelizmente narram a verdade.



EDUARDO MARQUES DE SOUZA COSTA JUNIOR é Acadêmico de Direito pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB, Suporte Jurídico no escritório Resina & Marcon Advogados Associados. Tem experiência na área de RH, departamento pessoal, aconselhamento e liderança jovem.