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COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

Anna: moda e espionagem...

Nikita repaginada

13 setembro 2019 - 10h46

Em Anna, de Luc Besson, uma jovem bonita e esforçada é obrigada a se tornar uma assassina de classe mundial e se vê ansiosa por sua liberdade enquanto despacha seus alvos. Soa familiar essa história né? É mais ou menos o mesmo esboço do sucesso de 1991 do diretor, La Femme Nikita, que provou que os franceses poderiam superar Hollywood em filmes de ação sim. Anna é tão estilosa ou atraente quanto Nikita, e tem seu próprio charme latente, principalmente na maneira como brinca com a estrutura, seguindo cronogramas e exterminando concorrentes.

Conhecemos nossa heroína Anna (Sasha Luss) quando ela é abordada por um olheiro de uma agência de modelos de Paris numa feira livre de Moscou. Ela prontamente entra no mundo da alta moda mas também mata um traficante de armas que a corteja e assim o filme retrocede revelando o recrutamento prévio de Anna pela KGB. Mas essa também não é a história toda: repetidamente, o filme segue um caminho narrativo e depois recua à medida que cada reviravolta revela um novo fio oculto. Besson mantém a história e a ação ás claras, enquanto habilmente escapa em pequenos detalhes que se revelam cruciais mais tarde.

Sasha Luss é bonita de doer. Se é uma boa atriz, a resposta só virá em outros filmes dramaticamente mais exigentes. Em Anna, seu rosto e seu corpo bastam para convencer no disfarce da personagem. A narrativa é uma mistura eficiente de suspense e ação com muita adrenalina. Parece mais do mesmo, mas, nas mãos de Luc Besson, a história é recheada de reviravoltas, com flashbacks bem entrelaçados que prendem a atenção do espectador.

Anna mostra que Besson é o mesmo cineasta que foi há 20 anos e, ao contrário da sua personagem-título, que se adapta levemente a qualquer situação, ele tem contado praticamente a mesma história várias vezes. O fato é que ele é ótimo nisso, e se você é um fã da abordagem elegante de quadrinhos de Besson - ele faz storyboards de cenas complexas com uma elegância lógica que as torna limpas e intuitivas, então Anna é um filme obrigado a entreter.

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