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COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

Capitã Marvel: mulherão da p#$%@!...

se cuida, Thanos!

14 março 2019 - 17h21

O que dizer dessa heroína que conhecíamos pouco mas já consideramos pacas?

Como a DC conseguiu com Mulher-maravilha, agora a Marvel foca numa heroína feminina dirigida por uma mulher: pioneirismo o caramba! Tem que ser assim mesmo porque mulher tem a força, e não força entre aspas, mas força. E por causa dessa força o que aconteceu de Gal Gadot pra cá? Filmes encabeçados por mulher que são sucesso de bilheteria.

S-U-C-E-S-S-O.

Capitã Marvel chegou chegando em produção estilo a Fase Um Beta da Marvel. A jornada é simples, curta porém muito poderosa e empolgante. A ação tá de primeira, os visuais estão estonteantes e o longa parece que mistura James Cameron com uma pitada de Mulher-maravilha nesse primeiro olhar da nova heroína - que já é sabido pode ser a salvadora da tragédia Thanos "o desgraçado".

Essa mulher aí tem futuro, senhoras e senhores.

O roteiro de Geneva Robertson e Ryan Fleck foge aquele padrão todo engessado de filmes de origem. Assim a história começa com Carol Danvers em treinamento com os Kree, em busca de fazer parte da chamada Star Force. E essa parte é muito intensa e necessária acima de tudo porque assim é que entenderemos certos comportamentos da heroína durante a aventura. A maior parte do início, sem spoilers, claro, se dá no espaço e é o momento mais denso da apresentação de sua história.

Capitã Marvel vai contar uma história de uma cidadã Kree, até então chamada Vers, que possui alguns traços de memória de uma suposta outra vida desconhecida, poderes ainda não controlados e uma sede por se tornar defensora de seu povo. Porém em uma de suas missões acaba raptada por Skrulls que "abrem" sua mente e nesse empreitada ela termina por cair em nosso planeta, e assim aproveita para buscar respoatas.

Presta atenção! Todo esse background é muito importante e interessante. Afinal foi dali do espaço que ela saiu.

Enfim o longa chega na Terra e a coisa engrena de vez. Chega a hora do tal charme do filme: a ambientação maravilhosa dos anos 90 e o talento, como diria o Faustão, do inoxidável Samuel L. Jackson.

Não esqueceram de nada da época,  desde as tecnologias das antigas como pagers e orelhões até looks grunge totalmente underground característicos. E Samuel, num Nick Fury falastrão, alá Máquina Mortífera, faz de tudo para deixar a heroína "destruir" com tudo no seu jeitinho badass.

Ela não está para brincadeira, galera. Gostando ou não, esse filme é para ser importante e emponderador. Nele estão gravados o longo caminho tortuoso por onde as mulheres, donas de suas próprias vidas e corpo, passaram. E isso foi muito bem explorado. Assim como foi exaltada a comunidade afro-descendente em Pantera Negra. Essa história é toda construída a partir da posição feminina diante do mundo mesmo com tantas limitações bobas impostas pela sociedade. Aqui elas podem ver sua enorme força interior; aqui elas podem almejar uma carreira militar; ser CEO; ser mãe e trabalhar; ser o que elas quiserem.

Ah! E caso você se depare com memes criticando a sempre "cara de sério" de Brie Larson, tem explicação sim: os soldado Kree não revelam seus sentimentos. É poker face mesmo, seus bobão!

Um ponto magnífico da produção está na direção de Anna Bolden e Fleck.  A dinâmica está quase perfeita nos momentos de ação ou emponderamento. Tem traço dos dois na medida certa. Existe o Girl Power ali e ele nunca fica só implícito. Nos mostram uma heroína badass pros padrões de como mulheres são vistas ainda no século XXI. Mas também entendem de sua força grandiosa e retratam os seus atos espetaculares quando podem.

E a trilha sonora? Minha gente, A TRILHA!

É um show a parte. Tem sucessos dos anos 90 que voltarão as playlists com toda certeza. Cheia dos mulherão do rock: Lita Ford,  irmãs Wilson do Heart, Hole da Courtney Love e por aí vai.

Enfim, Capitã Marvel, com duas cenas pós créditos, repito, duas cenas; uma gata chamada Goose, o inoxidável Samuel L. Jackson; nostalgia noventista e uma mulher superpoderesa, torna-se imperdível.

5 pipocas!

E se cuida, Thanos!

Em cartaz nos cinemas.