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COLUNA

Tema Livre

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Dez anos de Avatar

08 agosto 2019 - 10h20

Maior bilheteria mundial de 2019 e a segunda maior da história do cinema, o filme “Avatar”, de James Cameron, permanece atual? Sob diversos aspectos, traz considerações incrivelmente contemporâneas no que diz respeito a algumas questões que nos cercam e nos abalam de distintas formas.

A história, caso alguém tenha esquecido, se passa em 2154, em Pandora, uma das luas de Polifemo, um dos três planetas gasosos fictícios que orbitam o sistema Alpha Centauri. O conflito é justamente entre os colonizadores humanos e os nativos, chamados de Na’vi. O que está em jogo são os recursos naturais que alimentam essa civilização, baseada na força da natureza.

O ponto forte do enredo, porém, está nos Navi’s humanos híbridos criados por um grupo de cientistas. Por meio da engenharia genética, eles abandonam o seu corpo humano e assumem corpos em Pandora. Surge ali uma ambiguidade, pois suas mentes permanecem dentro dos parâmetros humanos em um físico totalmente distinto, com outras habilidades.

Duas questões são aí essenciais nesse contexto: o da preservação do meio ambiente e o da possibilidade de seres humanos adquirirem novas formas em outros contextos, espaços e realidades. São discussões de grande relevância que deviam inclusive estar mais em pauta da sociedade como um todo. Será que dá para recuperar o tempo perdido? 

* Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.