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COLUNA

Tiro Livre

Vinícius Squinelo

Em um Brasil rachado, minions e petralhas não entendem o conceito de centro

Com dois extremos em constante briga, quem fica no meio apanha dos dois lados

16 setembro 2019 - 10h35

De um lado, defensores ferrenhos de Jair Bolsonaro e do novo governo – chamados ofensivamente de ‘minions’. De outro, a galera do Lula Livre, ironizados como ‘petralhas’. No meio, grande parte da população brasileira, esquecida nesse espectro político de extremidades e apanhando dos dois lados.

Se qualquer um diz: ‘ah, o Bolsonaro até fez uma coisa boa’, pronto, é minion. ‘Pô, mas o governo Lula teve sim alguma coisa ok’, aí é petralha. E a verdadeira discussão política, em tons de cinza, e não de preto e branco, fica esquecido na loucura vivida e gerada por esses dois extremos políticos brasileiros.

Mantendo esse local de discurso na força, e na base de ofensas, minions e petralhas se unem como um igual na hora de atacar qualquer ‘meiado’ do espectro político. É praticamente um crime hoje não se alinhar com B17 Ou #LulaLivre. Crime mesmo é o que essa galera faz!

Eu, assim como tantos outros, grande parte da população brasileira (lembram da gigantesca massa que não votou eleições passadas), não está alinhada nem com um nem com outro lado dessa briga genocida.

B17 ou #LulaLivre têm que aprender ambos a respeitar a democracia e a pluralidade, algo tão distinto da realidade destes grupos, especialmente nas redes sociais.

 

Fotos: divulgação / André de Abreu

Montagem: André de Abreu