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COLUNA

Tema Livre

Tema Livre

Entre as pesquisas e a convicção

16 julho 2019 - 09h46

É muito curiosa e bem recebida sempre a capacidade humana de se regenerar. Isso ocorre com as pessoas e também com o cinema. Um gênero que parecia meio desgastado como a comédia romântica consegue encontrar novo frescor no filme “Casal improvável”, dirigido por Jonathan Levine.

Seth Rogen e Charlize Theron interpretam, respectivamente, um jornalista investigativo que acaba de pedir demissão de seu emprego e uma Secretária de Estado dos EUA que vai concorrer à Presidência do país. Ela, que fora babá dele quando concorria à presidência do centro acadêmico no ensino médio, chama-o para escrever seus discursos.

A narrativa é pretexto para uma encontros e desencontros de uma paixão. O interessante é como as críticas a diversas facetas da sociedade americana, como preconceitos contra negros, mulheres e grupos nazistas e homofóbicos, permeiam a narrativa com naturalidade.

O ponto alto, porém, talvez seja a discussão entre o que um político deve seguir para obter sucesso: ajustar-se às pesquisas de opinião pública ou seguir a sua intuição e seus instintos do que acha que é certo por convicção. Trata-se de uma questão atualíssima, de grande relevância, que o filme ajuda a discutir.  

* Oscar D’Ambrosio é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.