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Heróis brasileiros em frangalhos, por Celso Bejarano

Moro, Raquel Dodge, MPF e mais... Justiça desmorona no Brasil

13 AGO 2019
Celso Bejarano
08h14min

Que o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) não é aquela Brastemp, muitos já devem saber.

Enquanto condenava as pessoas processadas por implicações na operação Lava-Jato, ele deitava e rolava em ações suspeitas, segundo reportagens publicadas há mês pela imprensa nacional, como Intercept Brasil, Folha de S. Paulo, Veja, Buzzfeed, Uol, El País, quase todas elas reproduzidas aqui no TopMidiaNews.

Ou seja, Moro condenou quem quis e do modo que quis. Resolveu, depois, virar ministro como se dono fosse de um estandarte cedido somente à pessoas compromissadas com a justiça, apenas isso.

Depois, jogou fora a toga de magistrado para apoltronar-se num confortável gabinete no Ministério da Justiça, prédio que fica ao lado do Palácio do Planalto, do presidente Jair Bolsonaro. A pé, em cinco minutos chega-se lá.

OUTRA

Raquel Dodge, a chefe do MPF (Ministério Público Federal) retardou a investigação que catava o servidor número 1 do Brasil: o presidente falastrão. E sabe a razão, segundo reportagem publicada na edição desta terça-feira (13), da Folha de S. Paulo?

Ela teria segurado a apuração por quatro meses por estar de olho em sua reeleição para o segundo mandato como coordenadora do MPF, órgão que só existe para investigar as coisas erradas envolvendo, principalmente, políticos. A cada dois anos, é do presidente a missão de nomear o comandante do MPF.

Normalmente, os procuradores do MPF dão uma dica, por meio de votação, ao mandatário, de quem deve chefiar a poderosa instituição. Bolsonaro já avisou que não vai respeitar lista alguma e que nomea quem ele quiser.

O EX-JUIZ

As repetidas respostas do ex-juiz quando questionado sobre as eventuais falhas em seus eventuais recatos: não crê nas autenticidades das denúncias que o incriminam.

Jair Bolsonaro já era para ser investigado há tempos – uma empregada em seu gabinete quando ele ainda era deputado federal (cargo exercido por quase três décadas), era fantasma.

Walderice Conceição, é o nome dela, também conhecida como Wal do Açaí, fruto que vendia em Angra dos Reis, lá no Rio de Janeiro.

Novos capítulos devem levar ao futuro destino funcional de Sérgio Moro. No Congresso Nacional, há quem diga que ele não deve suportar pressões por tanto tempo. Dodge, a chefe do MPF, pela suposta engavetada na investigação contra o presidente, ainda pouco se sabe.

* Celso Bejarano é jornalista

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