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COLUNA

Ministros da Defesa batem ponto em MS, mas dinheiro fica só no discurso

Autoridades debatem e debatem segurança na fronteira, mas investimentos só diminuem

18 julho 2018 - 23h00

Mais uma vez os ministros da Defesa e da Segurança, Raul Jungmann e General Joaquim Silva e Luna, visitam Campo Grande para discutir segurança pública na fronteira. É outra rodada de debates e discussões de estratégias para melhorar a cobertura da fronteira seca com o Paraguai e a Bolívia. Mas dinheiro para investir que é bom, nada.

Ponto turístico

Que Mato Grosso do Sul é uma das principais portas de entrada de drogas e armas para todo o país, não há dúvidas. Agora só falta dinheiro para reforçar o policiamento, ampliar os presídios, equipar a polícia. Mas o que o governo federal tem feito? Justamente fechado a torneira, com reduções, inclusive, nos repasses para custeio – repito: custeio - da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Outro nó

Segurança na fronteira, aliás, se transformou em assunto tão batido quanto a reintegração de posse de fazendas ocupadas por índios e a correta demarcação das terras indígenas, motivo de conflitos constantes no campo de Mato Grosso do Sul. Tema este que teve mais olhares de chefe de Estado que negociação real. E nunca foi pra frente. É o tal do debate para ‘inglês ver’.

Anedota

O assunto lembra ainda conversa de bastidor travada entre a reportagem do TopMídiaNews e o ex-governador André Puccinelli (MDB). Questionado sobre homenagem a ministro de Segurança que nunca fez nada por Mato Grosso do Sul, o italiano disparou que era uma forma de mostrar o quanto a autoridade era ineficiente e, quem sabe assim, ele tenha vergonha e volte – de verdade – os olhos para o coração do Pantanal.

Nem na pressão

Mais cansativo que o chove não molha do Democratas, que não sabe se abraça Puccinelli ou mantém namoro com Reinaldo Azambuja (PSDB), só mesmo o chove não molha do DEM (sim, foi proposital). O romance pra lá e pra cá movimentou a quarta-feira e ninguém confirmou nada o dia todo.

Resumo

Certa mesma é a reflexão de Antônio Lacerda, presidente regional do PSD. “QUEM FICARÁ COM QUEM? As negociações estão chegando ao estertores do juízo final. Todo mundo conversando com todo mundo. Muitas conversas voam soltas pelas sofridas noites eternas. Esta semana será longa. Muitos blefes serão calculadamente executados. Alguns poucos conseguirão ostentar com profissionalismo a paisagem morta de uma “Poker Face”. No tabuleiro, algumas escorregadas permitirão que o rei tombe em xeque mate dado por um simples peão. Enfim, está chegando a hora de sabermos se os flertes da balada se transformaram em namoro ou se ficaram só na amizade. Aguardemos!!!!”

(Foto: Fernando Frazão/Antônio Cruz/Agência Brasil)