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COLUNA

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Fernando Fenero

Nova Guerra dos Celulares

Concorrência no mercado de smartphones faz fabricantes se mexerem e buscarem inovações.

27 fevereiro 2019 - 15h30

Ir até uma loja de celulares a anos atrás era uma loucura. Cada fabricante tinha algumas linhas de aparelhos celulares, cada uma com seus diferenciais. Flips, auto-falantes, câmeras, baterias enormes, tudo isso era argumento das fabricantes para manter e conquistar mais clientes.

Foi quando a Apple chegou no mercado. Seu iPhone era um iPod que telefonava, seu sistema era inteligente e o acabamento luxuoso. Ditou como o mercado seria pelos próximos anos e até hoje, os aparelhos mais vendidos mantém um certo padrão: telas grandes, boas câmeras, sistema fluído e simples. Entre aparelhos “triple A”, não vemos diferenças gritantes entre Apple, Huawei, Xiaomi, Motorola e Samsung, e essa batalha pelo consumidor começou a esfriar, influenciando até mesmo a venda e lucratividade das empresas.

Mas 2019 chega com ar novo para o setor, e são vários os motivos que levam a crer que viveremos uma “Nova Era” na telefonia móvel. 

Samsung inova

Com o Galaxy S10, a Samsung mostrou que não vai miguelar hardware para o mercado internacional, mesmo que haja indícios que as versões para o Brasil serão capadas. Em sua apresentação, o que realmente chama atenção é o lançamento da Galaxy Fold, o dobrável da fabricante coreana.

 

"Galaxy Fold da Samsung, puxou a fila dos dobráveis e é tendência do mercado"

 

 

Telas dobráveis são uma promessa antiga que ninguém conseguia fazer direito, até a Samsung matar a pau em sua apresentação e mostrar um aparelho realmente útil, que desdobrado exibe uma tela de 7,3 “ polegadas. O hardware é matador, memória interna de 512 gb, 12 de ram e um processador Snapdragon 855.

É a primeira geração dos dobráveis, e não sabemos se vão pegar, mas é um matador e tem chances de sair como mais vendido da “nova categoria”. O preço vai é salgado lá fora, e nem sinal dele por aqui.

A concorrência corre atrás

Um dia depois do lançamento  da Samsung, a Xiaomi mostra o seu poderoso Xiaomi Mi 9 com hardware matador (Snapdragon 855 como o Fold, 6gb de ram, e 128 gb internos), que além de lindo vai vir com preço que deixa os mercados emergentes sonharem e que cabe no bolso de todo mundo do primeiro mundo. 

"Perca seu preconceito com aparelhos chineses, o Xiaomi Mi 9 não tem NADA de xing ling"

 

A Huawei segue na missão de se tornar a maior fabricante de celulares do mundo, e mesmo na corda bamba na América do Norte, soltou uma cartada fatal com o Huawei Mate X, preparado para o 5g, dobrável, com tela de 8 polegadas e com um design diferente (apelidado de Falcon). Em termos de aparência, ele deixa o Galaxy Fold para trás, e parece mais robusto, apesar da empresa chinesa não autorizar que ninguém realmente tocasse nele na apresentação. O preço? A partir de 3000 euros, aproximadamente 13 mil reais (mais impostos). 

Nunca vamos ter um dobrável? Pelo menos não por agora. A tendência é que a tecnologia pegue e que em breve o preço fique mais acessível, principalmente os aparelhos da Xiaomi e Huawei, e o fechamento total do mercado americano pode significar boas notícias para nós. 

"Tela dobrável? Não... a LG faz um sanduíche de telas com um resultado bem interessante"

 

A LG que ainda briga para chegar perto do podium das fabricantes, lançou também essa semana o LG V50 G5, com hardware que briga com os tops de outras fabricantes, mas com uma característica realmente curiosa: uma capa com uma segunda tela, que forma um sanduíche de telas que podem ser usadas para expandir conteúdo, multi tarefas e jogos. 

O preço não foi tratado ainda, mas foi prometido ainda para o primeiro trimestre de 2019.

 

E as outras?

A Apple normalmente não fica para trás quando a questão é tecnologia e impressionar o público, então depois de um 2018 difícil, não seria um espanto se aparecer um aparelho matador com funções muito diferentes do que o mercado apresenta. Na verdade, ou acontece isso, ou a empresa vai perder alguns degraus no ranking de vendas.

A Lenovo é atual dona da Motorola, tem presença muito forte nos aparelhos de entrada e nos aparelhos “medianos”, atualmente ocupa a oitava posição entre as fabricantes, mas tem know how e tradição, e promete um novo V3 Razr que vai chacoalhar o mercado. 

A Xiaomi só mostrou protótipo de dobravel, mas separou as linhas Pocophone e Redmi para atacar em todas as frentes possíveis.

Já Oppo e Vivo (quinta e sexta maiores fabricantes) não são presentes no mercado brasileiro, e tem pouca presença fora da Ásia, seus aparelhos são realmente bons, e os movimentos indicam que vão querer participar do mercado Europeu e Americano. A VIVO patrocinou os jogos da Copa do Mundo da Rússia por exemplo (não confunda com a operadora VIVO). 

Agora é ficar espertos nos lançamentos e esperar chegar no Brasil.