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COLUNA

Tiro Livre

Vinícius Squinelo

Polícia Federal joga na cara que máfia da Saúde nunca acabou em MS

Anos depois da Sangue Frio e Máfia do Câncer, o que mudou? Absolutamente nada!

29 janeiro 2018 - 07h32

Há cinco anos, a Polícia Federal estourava a chamada Máfia do Câncer, segundo maior escândalo de toda história de Mato Grosso do Sul até então, atrás somente da operação Uragano. Batizada de Sangue Frio, a operação desmantelou esquema de desvio de dinheiro e até medicamento da rede pública de saúde. Anos depois, o que mudou? Absolutamente nada!

Semana passada, a PF voltou novamente às ruas de Campo Grande, dessa vez mirando esquema na cardiologia regional. O médico Mercule Pedro Paulista Cavalcante e o empresário Pablo Augusto de Souza Figueiredo foram obrigados a colocar tornozeleira eletrônica. A dupla é investigada por supostamente desviar equipamentos da rede pública de Saúde para a rede privada, causando prejuízo na ordem de 3,2 milhões de reais.

Primeiro, máfia do câncer, agora da cardiologia. Ainda passando por fortes denúncias – que  não foram pra frente – da existência de outros dois esquemas: anestesia e próteses. Mas, olhando em retrospectiva, vamos analisar o que mudou de 2013 pra cá.

Poucos meses após a Sangue Frio, os poderes públicos de MS – unidos – anunciavam com pompas que a radioterapia de todo Estado não necessitaria mais de terceirização, foco da PF. Cidades de MS receberiam pelo menos três novos aceleradores lineares, a base do tratamento, e a fila reduziria drasticamente. Meia década se  passou e a radioterapia continua terceirizada.

Adalberto Siufi saiu de cena do atendimento público, mas segue normalmente no privado. A clínica foco da Operação Sangue Frio foi vendida duas vezes, mas segue recebendo pacientes. Isso pela in competência do poder público, que d eixa a fila de atendimento aumentar ano a ano.

Agora, janeiro de 2018 e temos situações semelhantes. Hospitais correndo para se defender falando que nada tem a ver com a história e a culpa é apenas dos dois investigados. Mas, e a fiscalização? É tão fácil assim desviar o bem público?

Também se repete a miríade de promessas  para a melhora do serviço público. Se vai melhorar, só o tempo dirá! Mas, se for pelo histórico regional,  é bom esperar nova operação da PF visando a Saúde nos próximos anos...

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