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COLUNA

Decifrando

Por Marco Santos

Políticos: não imaginem que me enganam

21 SET 2018
Marco Santos
08h23min

"É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas".

Mark Twain

O Brasil está a duas semanas daquela que pode ser a mais crucial de suas eleições desde a República.

O país está econômica e moralmente quebrado.

A dívida pública é de 5 trilhões de reais. O déficit  público ultrapassa 159 bilhões / ano. A corrupção consome 200 bilhões de reais / ano. O comércio internacional é de, apenas, 1,2 % do comércio mundial.

O crescimento é pífio e o desemprego passa de 14 milhões de pessoas, entre aquelas que ainda buscam trabalho.

A insegurança mata mais de 64 mil pessoas por ano.

A infraestrutura está depauperada - estradas, portos, tecnologias de informação e comunicação, logística e energia, principalmente -  e se o crescimento passar de 2% ano, ela entra imediatamente em colapso.

Caso continue com isso, a sociedade estará condenando milhões de jovens a não terem nenhum futuro  ao longo de suas vidas .

O país ainda é 9a economia mundial.

Mas, se decidir mudar o rumo, poderá ser, em 2030, a 4a do mundo, atrás somente de China, EUA e Indonésia (sim, ela mesma, ameaçada pela Índia ).

Continuando, com a gestão pública no ritmo de agora, quebra seriamente em 2022 / 2023 e só Deus sabe as consequências disso.

Principalmente as pessoas de segmentos mais humildes precisam saber disso.

Enquanto esses indicadores colocam o desastre bem ao alcance do Brasil, candidatos a presidente da República e parlamento nacional, deitam ridículas falações que nada tem a ver com a possibilidade de alguma  solução  plausível.

Conseguem dizer um monte de mentiras dizendo somente verdades em relação as necessidades da população.

Traduzem isso explorando a boa fé dos eleitores.

Faz mais de 30 anos que a elite do " nós x eles" , na dualidade esquerdoide PT / PSDB , reforçada pelo MDB junto a ambos os partidos citados,  engana a população enquanto rouba seus sonhos e futuros

Tudo estava fácil demais, até o resurgimento da Direita, na figura de um até então pouco conhecido deputado federal do chamado baixo clero.

Importante destacar que a tendência a direita é tendência mundial, como bem demonstram os acontecimentos na Argentina, Suécia, França, EUA, e alguns outros países.

Neste ponto, com poucas possibilidades de vencer, candidatos tradicionais em denuncias criminais, tentam centrões que não colam e concentram ataques no candidato 1o colocado, justamente o único que representa a Direita e as chances de mudança.

Manter o "status quo" é negar a chance de sair da crise.

É estritamente necessário que a sociedade não aceite e questione  a lógica simples das narrativas simplórias que até agora enganaram e conduziram o Brasil a esta quase insolvência que pode ser definitiva para milhões de pessoas

Marco Santos

Cel EB, professor, empresário e consultor contratado do BID.

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