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COLUNA

Tiro Livre

Postos sobem preço da gasolina antes de pagar mais caro, mas abaixam só quando Deus quiser

Enquanto isso, quem deveria cuidar de nossos direitos se cala vergonhosamente

22 JAN 2018
Vinícius Squinelo
07h45min

A dinâmica é sempre a mesma em Mato Grosso do Sul quanto o assunto é o preço nos postos de combustíveis. Na hora de aumentar é imediato, nem bem a Petrobras anuncia o reajuste nas refinarias que o pessoal já está aumentando o valor por aqui. Mas na hora de abaixar, aí é uma verdadeira lenda! Na maioria das vezes, pouco ou quase nenhum impacto positivo chega ao consumidor. Enquanto isso, quem deveria cuidar de nossos direitos se cala vergonhosamente.

Desde que mudou a política de preços, acompanhando o mercado internacional, a Petrobras realizou quase 20 reajustes nos preços dos combustíveis, o que fez  a gasolina, por exemplo, saltar de um preço médio de R$ 3.60 para até R$ 4,69 em Mato Grosso do Sul. Lembrando que em grande parte do interior o combustível é mais caro que na Capital. Porém, neste início de ano, foram duas baixas seguidas no valor nas refinarias. Mesmo assim, ficamos a ver navios.

Neste ano, a gasolina acumula baixa de quase 2 % no ano, não refletida no preço ao consumidor, que seguiu pagando mais caro. Pela experiência como jornalista, posso dizer que o discurso dos donos de postos segue sempre a mesma linha.

- Quando aumenta o preço: “Nós temos uma margem de lucro baixa, não temos como segurar esse aumento sem passar para o consumidor”.  Resultado: o reajuste é aplicado praticamente junto com o anúncio do aumento nas refinarias, mesmo com estoques cheios dos postos;

- Quando diminuiu  o preço: “é que nós enchemos nossos 15 mil litros de reserva ainda com preço em alta, logo não temos como repassar essa baixa ao consumidor porque compramos com o preço velho”. Resultado: com sorte, a baixa será repassada semanas depois, caso  não haja nova alta da Petrobras antes.

No fim, vivemos a realidade de hoje: três grandes grupos comandam os pouco mais de 60 postos de gasolina de Campo Grande, por exemplo, deixando pouca margem a empresários menores. Assim, temos gasolina a quase R$ 4 na Capital (conforme a foto de André de Abreu que ilustra o artigo) e beirando os R$ 5 em cidades do interior.

Enquanto isso, os órgãos que deveriam zelar pelos nossos direitos dormem no ponto. Cadê o Procon estadual e municipal? Alô alô  tá na hora de se mexer realmente e colocar a mão no vespeiro que são os postos de  combustíveis da cidade!

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