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COLUNA

Tiro Livre

Vinícius Squinelo

Procurador esfaqueia juíza e fica internado; e se fosse a gente?

Deuses procuradores, do Judiciário em geral, estão em outro patamar de Justiça

07 outubro 2019 - 09h46

Os fatos: o procurador Matheus Carneiro Assunção foi internado no Hospital das Clínicas em São Paulo por decisão judicial. O motivo? Ter esfaqueado, inclusive no pescoço, a juíza federal Andréia Costa Moruzzi.

No palavreado popular, foi uma tentativa de homicídio. E onde o cara para? Em um hospital.

Mato Grosso do Sul já teve também um integrante do Ministério Público envolvido em crime hediondo. O procurador Carlos Alverto Zeolla deu um tiro na nuca do próprio sobrinho. Acabou também em uma clínica psiquiátrica, em Campo Grande.

Zeolla foi aposentado compulsoriamente, ou seja, segue ganhando seu salário normalmente. Quem sabe esse seja o mesmo destino de Matheus Carneiro.

Ambos envolvidos em crime, um em tentativa de homicídio, outro em um homicídio. Ambos em clínicas, e quem sabe ambos aposentados com salário integral.

Todos os dias em Campo Grande, só para exemplificar, homens e mulheres são presos pelo mesmo crime. Mas não há clínica para eles. É cadeia, regime fechado, mesmo antes do julgamento, o tal ‘transitado em julgado’, ou mesmo a condenação em segunda instância.

Mas os deuses procuradores, do Judiciário em geral, estão em outro patamar de Justiça nesse País. Brasil, 2019.

(foto de capa: reprodução redes sociais)