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COLUNA

Tiro Livre

Renê avisou sobre Neymar. Dez anos depois o monstro cresceu e nos devorou

Há praticamente dez anos o então técnico Renê Simões avisou sobre Neymar: ‘estamos criando um monstro’

10 JUN 2019
Vinícius Squinelo
08h24min

Há praticamente dez anos o então técnico Renê Simões avisou sobre Neymar: ‘estamos criando um monstro’. E nesse texto, por favor, esqueça a acusação do suposto estupro do atleta, ainda investigado pela polícia. Mas o fato é que o monstro nasceu, cresceu e devorou o país do futebol.

O chamado ‘menino’ Neymar, de menino não tem nada. Adulto, rico e um dos atletas mais conhecidos do mundo. Nada surpreendente ser mimado, o que surpreende é ter colocado a nação mais rica em grandes futebolistas a seus pés.

Se na Seleção é inquestionável, nas ruas parece ter conquistado quase uma devoção, especialmente dos mais novos.

Talvez represente o Brasil como um todo, onde não importa como, desde que você tenha subido na vida. Xingou e desobedeceu técnicos, brigou em treino, deu soco em torcedor, foge de times quando devia estar se tratando e se diverte mesmo machucado.

Na Seleção, Tite jogou no lixo seu histórico de ‘merecimento’. Por um lado não convoca Douglas Costa por ‘problemas profissionais’, mas perdoa Neymar pelo soco em torcedores e bebidas durante tratamento. Meritocracia? Tudo com anuência de um povo carente de ídolos e, acima de tudo, subserviente a quem não merece.

Renê Simões aparentemente não fez um aviso, mas sim uma profecia. O monstro nasceu, cresceu e nos devorou. Esse é Neymar. Para quem quiser, tem extra depois do vídeo abaixo.

Relembre o vídeo:

Renê avisou sobre Neymar. Dez anos depois o monstro cresceu e nos devorou from Top Mídia News on Vimeo.

EXTRA
E pra quem questiona, vamos aos fatos. Esportivamente falando, Neymar tem, claro, seus méritos. Mas os comparativos são cruéis com o ‘menino’ brasileiro. Com a mesma idade, Romário já era campeão mundial – após prometer conquistar o caneco. Ronaldo Nazário tinha se transformado no Fenômeno na Itália, machucado o joelho, voltado, machucado o mesmo joelho de novo, e mesmo assim ganhou a Copa do Mundo como artilheiro. Ao lado tinha outro Ronaldo, o Ronaldinho. Aos 28 anos, o bruxo era melhor do mundo e ícone da reconstrução do Barcelona.

Ainda na cidade catalã, Ronaldinho foi pretor de outro gênio: Messi, que aos 28 anos colecionava títulos de melhor do mundo e de Champions League. Seu grande ‘rival’, Cristiano Ronaldo, aos 28 também já era melhor do mundo, ídolo em Portugal, na Inglaterra no gigante Manchester United e construía uma história de gala no Real Madrid. Se a crítica fala que Messi e CR7 não ganharam a Copa, bem, Neymar também não levantou o mais importante título do futebol mundial.

Mas voltemos aos brasileiros. Aos 28, Rivelino havia inventado o elástico, Gerson era o comandante fluminense, Falcão se preparava para ser o Rei de Roma, Zico já reinava no Flamengo, Nilton Santos havia elevado o Botafogo a outro patamar, Marcos e Rogério eram ídolos máximos de Palmeiras e São Paulo. E Pelé e Garrincha, bem, eram Pelé e Garrincha...

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Foto: Alexandre Loureiro/Lionel Bonaventure

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