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COLUNA

Tiro Livre

Vinícius Squinelo

De políticos a assassinos, doença aparece rapidinho na hora da prisão

Doença geralmente justifica a liberdade...

19 dezembro 2019 - 15h28

Uma curiosidade sempre me perturba os pensamentos quando leio notícias policiais, sejam de crimes homicidas ou políticos. Creio até que pode ser tema de estudo científico: a relação entre criminosos presos e o aparecimento de doenças misteriosas.

Além de misterioso, o mal obscuro é severo e repentino. Justifica, inclusive, a liberdade fora das grades. Quem sabe uma prisão domiciliar, ou até mesmo um habeas corpus, não custa sonhar.

Políticos são o público preferido da tal enfermidade. O mais recente adoentado foi Raul Freixes. Mas, a Justiça agora considerou que o ex-prefeito de Aquidauana está curado e deve voltar à prisão, para desespero da família, que diz temer por sua morte.

Basicamente todos os políticos presos em MS tiveram essa doença, a Lama Asfáltica que o diga. Deve ser contagiosa, principalmente na cela 17, o cantinho da criminalidade do colarinho branco regional.

Homicidas – vulgo assassinos – também têm a infelicidade de ser público preferido do tal distúrbio. Principalmente os mais endinheirados, nicho onde a doença ataca mais. De matadores no trânsito, policiais bandidos até os líderes da Omertà, todos adoeceram na cadeia. E, claro, pediram habeas corpus baseado nisso. A maioria concedida pela Justiça.

Mas pobre deve ter o corpo mais resistente, mais acostumado, quiçá com mais anticorpos. Que essa é uma doença que passa longe desse público.

Como eu disse, caso de estudo médico...