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COLUNA

Tiro Livre

Vinícius Squinelo

Ivo de Souza recebe todas as homenagens após a morte, mas e durante a vida?

Mas quando vamos começar a cuidar dos vivos?

20 outubro 2019 - 08h03

Histórico, violeiro de longa carreira em Mato Grosso do Sul, Ivo de Souza nos deixou neste sábado (20). Leva com ele uma justa procissão de homenagens in memoriam. Mas em vida, recebeu tanta atenção assim?

Essa é a pergunta que me incomoda. 

Prestes a completar 74 anos, viajando sozinho em um carro popular com décadas de existência. O mesmo Estado que o violeiro amava parece não ter correspondido à altura em vida, pelo menos no ponto de vista financeiro.

E infelizmente, essa é a realidade da grande parte de nossos artistas, músicos, pintores, escultores...

Única exceção é claro para uma ínfima monta dos chamados sertanejos universitários, jovens e bonitos, que daqui saíram para conquistar o mundo.

Mas dos que ficam, ainda mais dos da velha guarda, a realidade é cruel. 

Dama da música, Delinha já fez shows com único objetivo declarado de se sustentar, e isso foi recente. Só para se ter um exemplo.

Homenagens após a morte são justas e lindas. Mas quando vamos começar a cuidar dos vivos?

Foto: reprodução Rancho Caboclo