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COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

Prodigal Son: meu papai é um serial killer...

Série empolgante

15 outubro 2019 - 11h31

É meio estranho como as séries sobre serial killers podem parecer locais agradáveis de fuga, às vezes, né?

Esse foi o caso de Mindhunter, que conseguiu evitar ser um projeto de paródia e, ao invés vez disso, ofereceu estudos de caráter incisivos de seus heróis, e é o caso do Prodigal Son, o mais novo seriado criminal da Fox que tem uma reviravolta deliciosa: nosso herói titular Malcolm Bright (Tom Payne) é um perfilador inteligente e frenético de serial killers que também é filho de um dos mais famosos assassinos de Nova York, Martin Whitly (Michael Sheen), também conhecido como The Surgeon, O Cirurgião.

Quando conhecemos Malcolm Bright, decididamente não é a sua melhor forma. Apesar dele encontrar com sucesso um estripador que estava prestes a matar, Malcolm também resolve dar um soco em um policial por atirar no criminoso em vez de deixar Malcolm falar com ele - o que, para ser justo, estava quase acontecendo. Assim ele é convidado a trabalhar como consultor porém, seus chefes também temem que ele possa estar exibindo alguns dos problemas de controle de impulso de seu pai.

Malcolm é convidado pelo Departamento de Polícia de Nova York porque ele tem uma longa história com um detetive chamado Gil Arroyo (Lou Diamond Phillips). Para Gil, as excentricidades de Malcolm são desculpáveis porque ele conhece Bright há muito tempo. Ele sabe que Malcolm é um pouco instável, mas também tem certeza de que ele ainda é um dos mocinhos. Teremos que esperar e ver se os instintos de Gil sobre Malcolm estão corretos, mas a irmã de Malcolm, Ainsley (Halston Sage) e a mãe Jessica (Bellamy Young) preferem que ele saia do negócio de assassinato por causa de sua saúde mental.

Sendo ou não aconselhável seguir sua linha de trabalho, o novo sobrenome de Bright é bastante apropriado para ele - em português significa brilhante. Ele é fascinado pelo funcionamento da mente psicopata, graças em grande parte ao fato de que ele tem muitas perguntas sem resposta sobre por que seu pai fez todas as coisas terríveis que fez.

Os três primeiros episódios de Prodigal Son focam o relacionamento conflituoso de Malcolm com o pai. Os crimes do Dr. Whitly são indizíveis, com certeza, mas ele se apresenta como um docinho de pessoa.

Michael Sheen está voando nesse papel, e claramente se divertindo com um serial killer que é ao mesmo tempo uma ameaça duplicada e um conversinha encantador. E ele realmente dá a Martin o ar de se importar profundamente com o filho à sua maneira selvagem mas muitas vezes controladora. Enquanto isso, Tom Payne é ágil; como seu pai, Malcolm tem alguns demônios que ele está escondendo.

Juntos, eles são magnéticos, pois suas conversas são cheias de espírito de jogo, e ficamos imaginando qual desses dois gênios esquisitos realmente tem vantagem nas conversas. Pode não ser bom para Malcolm passar muito tempo com o pai, mas com certeza é divertido para nós em casa quando ele o faz.

Embora a série esteja obviamente ancorada no relacionamento entre Bright e seu pai, muita criatividade aparecerá nos crimes da semana. O ponto comum entre cada um dos assassinatos totalmente diferentes é que, em cada caso, não são as impressões digitais ou as análises de DNA que resolverão o caso, pelo contrário, é a capacidade de Bright de detalhar os motivos e meios dos assassinos que trarão respostas. Mergulhar tão profundamente na mente desses maníacos pode custar caro para sua própria psique, e, à medida que prosseguimos, não é difícil imaginar que Bright logo tenha que questionar seus próprios instintos e ações.

Ou seja, será uma grande emoção para nós, "a multidão do sofá", ver esse gênio dos perfiladores chegar ao fundo de seus vários casos cruéis.

5 pipocas!

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