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COLUNA

Top Pipoca com Pedroka

Pedro Martinez

The Goldfinch: o Pintassilgo...

vencedor do Prêmio Pulitzer

18 dezembro 2019 - 10h16

The Goldfinch, ou O Pintassilgo é um filme padrão ouro; um filme complexo e lindamente atuado que terminou como um dos meus favoritos de 2019.

A história é complexa. Theo tem 13 anos e está com a sua mãe em um museu. Eles estão diante de uma obra-prima holandesa intitulada O Pintassilgo. É o favorito dela. Ele está impressionado, mas na verdade está mais impressionado ainda com a adorável garota ruiva em pé do seu lado em frente da pintura com um homem.

Theo quer ficar olhando para a foto, mas também olhando para a garota. A mãe dele sai e diz que o encontrará na loja de presentes. Então, um terrorista detona uma bomba, e a mamãe e muitas outras pessoas morrem.

Ninguém sabe que ele tem algo que assumiu perdido na explosão, a pintura. Theo a mantém escondida por anos em uma mochila embrulhada em jornal. Embora o filme salte um pouco entre o passado e o presente, a segunda metade do filme tem Theo como adulto.

A culpa pela morte de sua mãe o assombrou a vida toda e ele nem é muito inocente.

The Goldfinch, ou O Pintassilgo é escrito por Peter Straughan, que recebeu uma indicação ao Oscar por O Espião que Sabia Demais e foi indicado ao Emmy por Wolf Hall (série britânica), e é dirigido por John Crowley. Ambos fizeram filmes excelentes e são bastante hábeis em contar histórias.

A complexidade dos personagens, a psicologia da história e o tempo envolvido fazem com que essa seja uma história difícil de contar. Com tanto a dizer, por necessidade, ele precisa se arrastar um pouco. Com a ajuda de um excelente elenco, eles conseguem se unir.

Senhora Barbour (Nicole Kidman) é a mulher que acolhe Theo (Oakes Fegley de Meu Amigo o Dragão), agora órfão, que é Theo quando menino e Ansel Elgort, de Em Ritmo de Fuga, assume o papel de Theo adulto. Hobie (Jeffrey Wright de Westworld) é o mentor de Theo, e Larry Decker (Luke Wilson de Roadies) é seu pai que não o trata bem. A vencedora do Globo de Ouro Sarah Paulson (American Horror History) é Xandra, sua madrasta e Finn Wolfard (Stranger Things e It A Coisa Capítulo 2) é seu amigo Boris quando jovem.

Não posso dizer pontos suficientes sobre a atuação porque não sou ator, mas é o jovem Theo de Fegley que é o mais impressionante. Ele não tem muito diálogo, mas a maior parte de sua atuação mostra a desesperança de ser um adolescente morando em uma rua sem saída no deserto de Las Vegas com um pai sem rumo e sua namorada desmiolada.

As críticas ao filme têm sido contundentes. Então, eu sou minoria. Eu amei The Goldfinch, ou O Pintassilgo. A maioria dos críticos não gostou. As queixas variam entre a duração das 2h30min do filme e o "roteiro superficial dando pouca profundidade ao que deveria ter sido os personagens profundos e complexos". A crítica do roteiro é compreensível, pois na maioria das vezes, os roteiros baseados em livros são cortados em pedaços e reduzidos ao básico.

Muitos que leram esse romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Donna Tartt - no qual o filme é baseado - podem achar que é pesado. Mas pelas resenhas que eu vi do livro e de suas 800 páginas, é meio misterioso também.

Desde que ele ganhou um Pulitzer fica dificil uma comparação.

Concordo que o filme The Goldfinch, ou O Pintassilgo é um pouco pesado, e até um pouco desajeitado, mas também é um filme brilhantemente filmado e com atuações maravilhosas, feito de uma maneira que me fez desejar ler o romance de Tartt.

5 pipocas!

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