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CORONAVÍRUS

Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel de anticorpos contra covid-19

Ele não substitui as vacinas contra a Covid-19

20 abril 2021 - 15h02Por Nathalia Pelzl

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta terça-feira (20), o uso emergencial de um medicamento contra a Covid-19. 

Trata-se de um coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe (Regn-CoV2), dois remédios experimentais desenvolvidos pela farmacêutica Roche. É o segundo medicamento aprovado pela agência. O primeiro foi o remdesivir.

Conforme divulgado, os medicamentos devem ser administrados juntos por infusão intravenosa. 

O coquetel é composto por dois anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe) que bloqueiam a entrada do vírus na célula. 

O tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio. 
Além disso, ele não é recomendado para pacientes graves e nem para prevenção da Covid-19. 

O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça. Também teve recomendação de uso pela agência europeia de medicamentos (EMA). 

Ele não substitui as vacinas contra a Covid-19.

A aplicação é intravenosa e o medicamento é indicado para o começo da doença. O uso é restrito a hospitais e a venda é proibida ao comércio.

Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para Covid-19 grave.

O medicamento não é recomendado para pacientes graves. "Anticorpos monoclonais como casirivimabe e imdevimabe podem estar associados a piora nos desfechos clínicos quando administrados em pacientes hospitalizados com Covid-19 que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica", alerta a Anvisa.

O pedido de uso emergencial foi feito no dia 1º de abril.

As informações são do G1.