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CORONAVÍRUS

Estudo aponta que intervalo ideal de doses da vacina da Pfizer é de oito semanas

A pesquisa, mostra, no entanto, que uma redução para quatro semanas reduz os níveis gerais de anticorpos

23 julho 2021 - 13h34Por Nathalia Pelzl

Novo estudo da Universidade de Oxford aponta que o intervalo ideal entre às duas doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer é de oito semanas. 

No Brasil, o intervalo entre as doses da Pfizer é de 12 semanas, estratégia que vem sendo questionada com o avanço da variante Delta no país. 

Conforme o estudo, a redução do intervalo de aplicação aumentaria o número de pessoas totalmente imunizadas mais rapidamente.

A pesquisa, mostra, no entanto, que uma redução para quatro semanas reduz os níveis gerais de anticorpos. 

Os pesquisadores da Universidade de Oxford também descobriram que há uma queda acentuada nos níveis de anticorpos após a primeira injeção.

Conforme divulgado, embora uma segunda dose seja necessária para fornecer proteção total contra a variante Delta, oito semanas, e não quatro ou doze, garantem uma imunidade mais duradoura, mesmo que ao custo de proteção de curto prazo (em comparação com o intervalo de quatro semanas). 

De acordo com Susanna Dunachie, a principal pesquisadora do estudo, o momento “ideal” para a segunda dose é a oitava semana. 

Segundo a Pfizer, a “segurança e eficácia da vacina não foram avaliadas em esquemas de dosagem diferentes”, mas “as indicações sobre regimes de dosagem ficam a critério das autoridades de saúde e podem incluir recomendações seguindo os princípios locais de saúde pública”.

Estudos anteriores mostraram que só com às duas doses da vacina da Pfizer tem efeito protetor significativo contra a variante Delta. 

Não há ainda posicionamento oficial do Ministério da Saúde sobre uma possível redução de intervalo similar ao implantando por Londres.

O novo estudo descobriu que os níveis gerais de células T (com funções imunológicas de efetuação de respostas antivirais) eram 1,6 vez mais baixos com o intervalo de 8 semanas em comparação ao esquema curto de 3-4 semanas. Porém, houve uma proporção maior de células T "auxiliares" com o intervalo longo e são elas que dão suporte ao sistema imunológico de longo prazo. 

"Os níveis de anticorpos neutralizantes contra a variante Delta foram fracamente induzidos após uma única dose e não foram mantidos durante o intervalo mais longo antes da segunda dose", informaram os autores do estudo. “Mas após duas doses de vacina, os níveis de anticorpos neutralizantes eram duas vezes mais altos quando o intervalo de dosagem foi longo do que quando foi curto.”

Os autores enfatizaram que todos os esquemas de dosagens, nos mais diversos intervalos, produziram forte resposta de anticorpos e células T no estudo. Ou seja, vacinar é fundamental.