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terça, 15 de junho de 2021
CORONAVÍRUS

"Excesso de confiança está nos matando": Saúde cobra ações mais duras em MS

Secretário rasgou o verbo após anunciar 3.034 novos casos em 24 horas no Estado

09 junho 2021 - 11h26Por Nathalia Pelzl

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, rasgou o verbo, mais uma vez, sobre a situação da pandemia da covid-19 em Mato Grosso do Sul. 

Em live nesta quarta-feira (9), o secretário bradou que o excesso de confiança está nos matando. 

MS está há 500 dias lutando contra a doença. 

Conforme Resende, durante este período, o Estado teve momentos de sucesso, mas está deixando ir tudo ‘ladeira abaixo’ por irresponsabilidade da população. 

“No curso desse tempo tivemos momentos de muito sucesso, já fomos um dos estados menos afetados e continuamos a ser o estado líder em vacinação no país...”, começou Resende. 

“Quando o resultado depende dos esforços dos nossos profissionais, sempre estamos em destaque nacional, mas, mesmo assim, estamos vivendo uma tragédia no nosso sistema de atendimento, que está em colapso em função do aumento exponencial dos casos”, continuou. 

Irritado, Resende alertou, novamente, sobre o comportamento adotado pelas pessoas.

“O fato é que os bons resultados alcançados nos meses anteriores geraram uma falsa sensação que a doença estava passando e isso fez com que a população voltasse para a vida normal... A pandemia não acabou e nem vai acabar agora. Estamos vivendo o pior momento destes 500 dias de luta”, destacou. 

Resende chamou atenção para bares e comércios lotados, além de transporte coletivo cheio e sem as medidas de biossegurança. 

Na ocasião, ele também destacou o alto número de festas clandestinas e reuniões em casa com outros amigos. 

MS, que antes chegou a receber pacientes de outros estados, agora está com a taxa de ocupação de leitos de UTI altíssima e precisa enviar pacientes para fora – já foram mais de 15 até agora. 

“Não temos leitos para atender tantos doentes, é contar com a solidariedade de outros estados”, disse. 

Segundo ele, os governantes precisam ter decisões mais duras e medidas mais restritivas para conter a doença. Além disso, de forma discreta, Resende pediu que os prefeitos enfrentem o mau-humor de alguns, para evitar consolar famílias, que poderão perder entes queridos. 

“Perdemos o equilíbrio, perdemos o bom-senso, não adianta gritar para ampliar leitos, não temos espaço e nem mão de obra”, defendeu, ao anunciar 3.034 novos casos, só nas últimas 24 horas. 

Além disso, 58 óbitos foram contabilizados, fazendo com o que o estado chegue à marca de 7.268 mortes pela doença.