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COVID-19

Vacinação não vai tirar Campo Grande do colapso nos próximos 30 dias, diz infectologista

Infectologista defende lockdown para diminuir taxa de ocupação de leitos na Capital

17 junho 2021 - 12h08Por Nathalia Pelzl

O infectologista de Mato Grosso do Sul, Júlio Croda, acredita que não é apenas a vacina contra covi-19 que vai melhorar a situação de Campo Grande. 

No Facebook, Croda mostrou dados da segunda-feira, quando a taxa de ocupação de leitos estava em 105%. 

“Não é a vacinação que vai tirar Campo Grande do colapso nos próximos 30 dias”, escreveu. E complementou: “lockdown real sempre funcionou e sempre irá funcionar. Não é só a noite que o vírus circula”. 

Conforme dados do boletim da SES (Secretaria de Estado de Saúde), na quarta-feira (16), a macrorregião de saúde de Campo Grande, que engloba também municípios dos arredores, possuía 112% de taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva.

Diante do cenário de alta nas internações, as autoridades de saúde estão fazendo malabarismo para que ninguém fique sem leito. 

O secretário de Saúde Geraldo Resende anunciou que mais 30 novos leitos devem ser disponibilizados nos próximos sete dias, mas não será suficiente. 

Até o momento, 37 pacientes com covid-19 foram encaminhados para São Paulo e Rondônia.

“Já chegamos a ter 250 pacientes na fila e agora temos um pouco mais de 150. Isso mostra que nossas medidas estão surtindo efeito, apesar de ter alguns municípios que teimam em cumprir o decreto estadual, pedido pela Assomasul", disse Resende, que também afirmou que dados demonstram que em 2020, de cada 100 pacientes internados em Campo Grande, o total de 88% eram moradores da cidade. 

Ele afirma que apenas 12% eram da macrorregião.

Geraldo também destacou que investimentos para a montagem de leitos de UTI são oriundos do governo do estado e que o Hospital Regional tem sido suporte da Capital com 129 leitos para covid-19.