Menu
domingo, 28 de fevereiro de 2021
CORONAVÍRUS

Secretário dá direta e diz que não vai admitir os ‘furões de fila’ da vacina em MS

Recado foi dado após a divulgação de que o prefeito de Nioaque de 37 anos, se vacinou na frente do grupo prioritário

22 janeiro 2021 - 10h57Por Rayani Santa Cruz

Em live nesta sexta-feira (22), o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende deu um recado aos ‘furões de fila’ da vacina de Mato Grosso do Sul. Ele afirma que não vai admitir a prática e que autoridades que insistirem ‘não terão vida fácil’ no estado.

“Queremos evitar em MS os fura fila. Eles não terão vida fácil no estado. Vamos trabalhar intensamente com a transparência, divulgar nos meios de comunicação, publicar nos Diários Oficiais o quantitativo de doses de acordo com os grupos prioritários e a quantidade que vai chegar a cada município. Também vamos cobrar dos municípios que encaminhem os dados das vacinas que foram colocados a disposição e verificar de fato quem foram os vacinados.”

O secretário reforçou que as autoridades têm que dar o bom exemplo a população e disse que mais uma remessa de imunizantes vão chegar ao estado nos próximos dias. 

“A gente fala mais pelo exemplo. Sou do grupo de risco, além da idade, tenho comorbidades e estou na frente da batalha. A doutora Cristine (secretária-adjunta) também. Nós poderíamos ter nos imunizado nessa fase, mas entendemos que existe outras prioridades e pessoas que precisam ser vacinadas a nossa frente e vamos aguardar esse segundo lote para isso.”

A direta do secretário ocorreu após a divulgação de que o prefeito de Nioaque, Valdir Júnior, de 37 anos, tomou a vacina enviada a uma aldeia indígena. Ele que pode ser investigado pelo Ministério Público, justificou que se imunizou para incentivar os indígenas.

“Gostaria aqui de mostrar com esse exemplo, e dizer aos prefeitos, prefeitas, secretários, órgãos de controle como o MPMS para que eles possam nos auxiliar na transparência, lisura em um processo como esse. Precisamos mostrar a nossa população que temos responsabilidade e acima de tudo fazer com que a vacina chegue a quem precise e na ordem ditada aos grupos do Plano Nacional de Imunização.”