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Ariadne Cantu lança hoje, na Capital, livro que retrata violência no universo dos adolescentes

Lançamento

23 OUT 2013
Ana Rita Chagas
06h35min
Foto: Arquivo Pessoal

A Procuradora de Justiça e escritora, Ariadne Cantu lança nesta quarta-feira (23) a obra “ Mãos ao Alto! Passe o boné!” pela editora Alvorada. O evento acontece às 19h30, no Museu de Arte Contemporânea.

Com linguagem informal, a obra apresenta uma reflexão sobre o tema que tem chamado atenção na mídia: violência versus adolescência. “Minha vivência na área da infância e juventude me proporcionou um prisma muito privilegiado de toda esta problemática, que perpassa sempre por problemas de estrutura social de apoio, preparação da escola e acompanhamento da família”, analisa.

Na história, o personagem principal, Diana, uma linda menina que mora na periferia, tem dificuldades financeiras, sofre com a falta de carinho da mãe e acaba conhecendo o mundo do crime. “Acompanhei muitas ‘Dianas’ na vida real. Diana é uma menina pobre que sonha em ter uma vida melhor para si e sua família e vive conflitos familiares típicos de sua idade. Para se proteger, usa a violência como instrumento e acaba se dando mal”, explica a escritora.

Tema – Segundo Ariadne Cantu, a violência e os problemas de conduta antissocial do adolescente fazem parte de uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos pais e professores. Ariadne acredita que “Mãos ao Alto! Passe o boné!” provocará uma reflexão sobre todas as nuances que envolvem a vida do adolescente, que é  exposto a situações de violação de direitos, tanto familiares, quanto sociais e econômicos. “A adolescência é caracterizada por ser um período de muitas transformações físicas e emocionais e os contextos sociais compõem um universo muito potencializador de conflitos para eles”, considera a escritora.

Obras - A experiência literária já conferiu a Ariadne outros livros de sua autoria dentre os quais destacam-se: “Enquanto Mamãe não Vem”, “Planeta dos Carecas”, “30 Dias”, “Garatujas” e “O Barato das Baratas”. “Acho que a leitura proporciona uma reflexão que sempre aponta um caminho e este caminho pode ter muitas direções”, conclui.

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