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Ator cobra mais espaços teatrais e reclama que os artistas estão sem casa

Vereadores comprometeram-se em buscar mais ações para valorizar a cultura e esses espaços de lazer

29 AGO 2019
Da redação/Câmara CG
16h25min
Foto: Reprodução/Câmara CG

“Somos artistas sem casa, não temos como convidar a população para o palco, para o sonho”, afirmou o ator, produtor e cineasta Espedito Di Montebranco, na Tribuna da Câmara de Vereadores de Campo Grande, durante a sessão ordinária desta quinta-feira (29).

Ele reclamou dos espaços teatrais fechados atualmente em Campo Grande que poderiam ser aproveitados para as apresentações. Os vereadores comprometeram-se em buscar mais ações para valorizar a cultura e esses espaços de lazer. O convite para falar do tema, em alusão do Dia do Ator de Teatro celebrado no último dia 19, foi feito pela vereadora Enfermeira Cida Amaral. 

Ele trouxe à Casa de Leis o questionamento sobre Campo Grande ter cerca de 800 mil habitantes, mas faltar espaços teatrais para seus artistas e para a sociedade, levando a necessidade de refletir sobre os investimentos para entretenimento. O Teatro José Octávio Guizzo do Paço Municipal, na Avenida Afonso Pena, e o Aracy Balabanian, na Rua 26 de Agosto, estão fechados. A obra do Centro de Belas Artes está parada e perde-se no tempo. 

Ainda, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) tem um teatro, mas não conta com equipamentos e nem nome. A vereadora Enfermeira Cida Amaral deve propor, como sugestão dos artistas, o nome de Rubens Corrêa, ator sul-mato-grossense. Existem ainda outros dois teatros em reforma, o do Sesc Horto, que é particular, e o Glauce Rocha, que tem a agenda bastante lotada em função dos eventos promovidos pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 

Espedito Di Montebranco recordou a importância de as crianças terem a oportunidade de estar num palco. “A arte que nos escolhe, nos chama, nos conduz. É nosso dever, nossa obrigação, enquanto artistas, legisladores, darmos casas, espaços culturais, para elas terem direito de subir ao menos uma vez no palco”, disse, salientando o poder da arte para tornar as pessoas mais humanas e o poder de transformação que possui. 

A vereadora Enfermeira Cida Amaral, que fez o convite para o ator falar do tema, ressaltou que esteve em Brasília e conversou com deputados federais para que sejam propostas emendas para os espaços culturais serem reativados. “Precisamos voltar com a cultura porque cultura é educação, e a educação que vai transformar o País”, disse. 

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