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Brad Pitt já é um cinquentão

Cinquentão

18 DEZ 2013
Estadão
12h19min
Foto: Reprodução

A revista Vanity Fair o descreveu na primeira entrevista que ele concedeu, em 1995, como “um rapaz monossilábico de Missouri”. Pouco resta hoje dessa timidez; Pitt não só se consolidou como ator, como também participa ativamente de diferentes campanhas beneficentes.

Em 2006, ele criou a Fundação Faça a Coisa Certa, dedicada ao desenvolvimento de projetos imobiliários sustentáveis para as vitimas do furacão Katrina. Além disso, com Angelina Jolie, fundou a instituição Maddox-Jolie-Pitt, que realiza atividades humanitárias ao redor do mundo.

Como muitos de sua geração, ele começou atuando em filmes de baixo custo, em anúncios e em alguns seriados. De fato, Pitt, a quem Angelina Jolie deu de presente uma ilha em formato de coração pelo aniversário, foi recusado mais de 80 vezes antes de obter seu primeiro papel num anúncio para a televisão.

Depois de sua aparição em 1991 em Thelma & Louise, de Ridley Scott, deu o salto para a fama como ator e como “sex symbol”. Com seu papel no filme, deixou milhares de mulheres achando que os mais de 6 mil dólares que ele roubara da inocente Thelma, depois de seduzi-la, valeram a pena.

Logo vieram outras películas, como Nada é para sempre, de Robert Redford, o misterioso Entrevista com o vampiro, do qual foi coprotagonista com Tom Cruise, e o drama Lendas da Paixão. Depois de rodar Seven - Os sete crimes capitais, com o qual recebeu o Globo de Ouro, e de 12 macacos, Pitt se tornou um ator consagrado, e deixou para trás o clichê de galã.

Em 1997, seu cachê estava à altura de sua fama. Cobrou quase US$ 20 milhões para fazer Encontro Marcado sob a direção de Martin Brest e desde então, transformou em ouro todos os projetos que aceitou. Filmes como Clube da luta, Porcos e diamantes, Onze homens e um segredo ou Troia o demonstram.

Além de atuar, Pitt produziu vários filmes com sua empresa Plan B. Entre eles estão Os infiltrados, de Martin Scorsese, A Fantástica Fábrica de Chocolate ou a última obra de Steve McQueen, 12 anos de escravidão. Por enquanto, não se atreve a aventurar-se na direção, por seu confessadamente um perfeccionista. Quem teve sorte como diretora foi Angelina Jolie, com quem mantém uma relação desde que rompeu o casamento com Jennifer Aniston, em 2005.

Angelina ficou atrás das câmeras dirigindo Na terra de amor e ódio, um filme sobre a guerra da Bósnia. O romance entre os dois atores começou depois que rodaram juntos Sr. e Sra. Smith. Hoje, eles têm seis filhos em comum, três adotados e três biológicos. Como Brad tem repetido em numerosas ocasiões, o fato de ser pai fez com que, para ele, tudo o que não está relacionado com a família seja secundário.

Seu futuro casamento deu margem a inúmeros boatos. A data ainda é desconhecida, mas o casal pretende casar-se em quatro cerimônias distintas: uma aborígene na Austrália, outra íntima em Los Angeles ou Nova Orleans, outro evento nas Bahamas e, por último, um casamento em família na França.

O ator atua também em outros campos que não têm relação com o mundo cinematográfico. Pitt é uma das apostas mais seguras do mundo da publicidade, e já estrelou anúncios de fragrâncias, relógios e até cervejas: não importa o produto, o rosto de Brad Pitt vende. Além disso, em seus trabalhos no mundo da publicidade destaca-se o fato de ser o primeiro e único homem que é a imagem do mítico perfume feminino Chanel nº 5.

Seguindo o exemplo de outras celebridades, como Francis Ford Coppola, Brad Pitt aderiu à moda de criar o próprio vinho. O seu Chateau Miraval Rosé foi denominado recentemente o melhor rosado do ano 2013 pela publicação Wine Spectator. Há poucas coisas que ainda restam para o ator conquistar com suas cinco décadas de vida: talvez um Oscar, para o qual recebeu três indicações, sem nunca conseguir levar a estatueta para casa.

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