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Cultura

Carnavalescos rebatem deputados e sugerem até 'calcinhaço' em defesa da cultura

Membros da bancada evangélica repudiaram cenas ocorridas no Carnaval de Campo Grande

28 fevereiro 2020 - 15h00Por Nathalia Pelzl

As reclamações dos deputados estaduais com relação ao Carnaval de rua, em Campo Grande, foram mal recebidas entre representantes do setor cultural, que trabalham o ano inteiro para garantir uma festa bonita e tranquila para a população. 

Fundador do bloco Capivara Blasé, Vitor Samudio, 36 anos, até propôs um 'calcinhaço' nas redes sociais, em crítica ao discurso dos deputados, que repudiaram calcinha encontrada em frente a uma igreja localizada na Rua 14 de Julho, quase esquina com a Avenida Mato Grosso.

“Acho que seria bem-vindo, não tem nada programado a respeito disso, foi mais uma colocação a respeito da situação, mas eu acho que se acontecer, tem que ser bem-vindo mesmo. Eu apoiaria. Seria uma bela resposta a esses deputados, principalmente pelas mulheres, pois eu acho uma ofensa essa indignação”.

Para a fundadora do Cordão Valu, mais antigo bloco de rua da Cidade Morena, Silvana Valu, a polêmica envolvendo uma calcinha é desnecessária.

“Foram 118 mil pessoas na rua durante os cinco dias de evento e querem acabar com o Carnaval por causa de uma calcinha na frente da igreja? Ou porque ouviu falar que havia gente pelada dentro dos blocos? Ou porque houve duas ocorrências no comércio durante os cinco dias de Carnaval? Nada diferente do que ocorre nos outros dias do ano. Algumas semanas atrás, duas lotéricas no Centro foram assaltadas na mesma semana, não era Carnaval”

Os membros da bancada evangélica repudiaram cenas de menores em coma alcoólico e disseram que foliões urinaram em porta de igreja. Eles querem que, no próximo ano, a festa seja fora do Centro ou que haja a construção de um local para o evento. 

“Foi absolutamente infeliz a forma como colocaram a situação na Assembleia, isso mostra preconceito”, destaca Vitor.

Segundo ele, é errado se ‘aproveitar’ das festividades do Carnaval para criticar um problema social. “Esses deputados precisam andar nos bairros. O mais interessante são cristãos que não têm amor ao próximo. A gente precisa pontuar que o Carnaval de rua de Campo Grande é realidade, autoridades precisam falar sobre isso afim de fazer um planejamento para que de fato exista um Carnaval cada vez melhor ou essas coisas vão continuar”, pontuou.

Na sessão de ontem (27), o parlamentar radialista Lucas de Lima (SD)  disse que indicou, ao Governo e à Prefeitura, a construção de uma grande arena para esses eventos.

Já Coronel David (PSL) comentou que a festa é popular, mas existem excessos. Ele também concorda que deva existir local adequado e parabenizou a atuação da Polícia Militar nos cinco dias. 

Silvana lembrou que problema onde existe aglomeração sempre vai ter, mas que os foliões apresentaram um bom comportamento.

“Problemas onde se aglomera muita gente sempre vai ter, mas essa multidão de gente e só ocorreu isso? Acho que os foliões se comportaram muito bem. Por que pode ter Carnaval em Corumbá, em Belo Horizonte, em São Paulo, no Rio, no Brasil, e aqui em Campo Grande não pode? A festa acontece uma vez no ano”, finaliza.

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