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"Ciência sem Fronteiras" proporciona experiências internacionais para jovens do MS

9 OUT 2013
Schimene Weber
20h55min

Buscando promover a mobilidade internacional de alunos e pesquisadores e incentivar a visita de jovens qualificados e professores experientes ao Brasil e assim qualificar e inovar a competitividade brasileira, o programa Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 e já implementou 37.786 bolsas de estudos em todo o território nacional, de acordo com dados atualizados. O objetivo do projeto é distribuir 101 mil bolsas em quatro anos.

Em Mato Grosso do Sul, já foram distribuídas 289 bolsas nas áreas de exatas, engenharias, tecnologias e as diversas ciências da saúde, como é o caso de Bárbara Ornellas Tomasi, de 18 anos, que cursava enfermagem na UFMS e foi selecionada pelo programa para integrar o quadro de universitários da Universidade Murdoch, em Perth, na Austrália Ocidental.

De acordo com Bárbara, ela foi selecionada pelas notas do Enem e da faculdade, ambas acima das médias necessárias. Ela declarou, também, que estuda com pessoas de vários lugares, como China, Taiwan, Paquistão, Líbia, Nepal e Malásia. "É gente de tudo quanto é lugar mesmo, e isso te abre a cabeça porque você acaba vivendo de tudo.".

Quando questionada sobre as dificuldades de morar longe do país, ela respondeu que "quando você vai, você vai com tudo: seus sonhos, seus medos, sua ambição, sua expectativa... Coloca tudo na mala e vai. Mas as pessoas acham que é só isso, que todo dia é maravilhoso. Tem dias que tudo é uma montanha russa. Você tem dias de felicidade e dias de muita tristeza. A saudade aperta.".


Já Natalie Cole Bezerra, acadêmica de Engenharia Elétrica, foi selecionada pelo Projeto e passou um ano no Canadá. "Eu trabalhei um ano para uma empresa chamada Netricom, que é uma das líderes canadenses na área de Telecomunicações.". Ela também ressaltou a experiência adquirida graças ao Projeto  "tive a oportunidade de melhorar muito o meu nível de inglês, assim como ganhei experiência profissional internacional. Fiz grandes amigos e amadureci, tanto o lado pessoal quanto como o meu lado de engenheira eletricista.".


O programa é uma parceria entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) e do Ministério de Educação (MEC), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

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