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Cultura

Companhia teatral apresenta 'Ópera do Malandro' em Campo Grande

Peça brasileira foi escrita por Chico Buarque de Holanda, em 1978

17 dezembro 2016 - 11h55Por Redação

A companhia Fulanos di Tal, que estão apresentando a III Mostra de Teatro em Camp Grande, encenam neste sábado (17), a peça 'Ópera do Malandro', em Campo Grande. 

A “Ópera do Malandro” é uma peça brasileira escrita por Chico Buarque de Holanda, em 1978. A ideia de escrever uma adaptação para os clássicos Ópera dos Mendigos, de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill surgiu durante uma conversa de Chico Buarque com o cineasta moçambicano Ruy Guerra. Tornada realidade anos depois, a peça é dedicada à lembrança de Paulo Pontes e está atualíssima, ou seja, continua fazendo parte de um Brasil conhecido pela maioria dos brasileiros.

Um cafetão de nome Duran (Begèt De Lucena), que se passa por um grande comerciante, e sua mulher Vitória (Manolo Schittcowisck), que do nome nada herdou, sendo uma cafetina que, na realidade, vivia da comercialização do corpo. A sua filha Teresinha (Camila Schneider) era apaixonada por uma patente superior, Max Overseas (Philipe Faria), que ao lado do seu braço direito Barrabás (Ton Soares), vive de golpes e conchavos com o chefe de polícia Chaves (Bruno Yudi). Outras personagens são a primeira esposa de Max, Lúcia (Andressa Zonta Bussolaro), as prostitutas Fichinha (Rayra Calin) e Shirley Paquete (Rafaela Lubacheski) e a travesti Geni (Vini Ferreira), que só serve para apanhar, cuspir e dar para qualquer um.

A peça se passa na década de 1940, tendo como pano de fundo a legalidade do jogo, a prostituição e o contrabando. Mostra um contexto bem parecido com nosso terceiro milênio, em que temos o jogo do bicho, entre outros tantos; as prostitutas do calçadão de Copacabana, o contrabando nas ruas de CDs, DVDs.

Todas as músicas são da autoria de Chico Buarque que, por sua genialidade, consegue harmonizá-las com o texto. Na versão do Fulano di Tal, não haverá nenhum instrumento ao fundo ou sequer uma trilha sonora base, pois os atores cantam Acappella.

A adaptação e direção geral são de Marcelo Leite, direção vocal de Philipe Faria e direção coreográfica de Manolo Schittcowisck, onde o espetáculo é um grande exercício teatral, um jogo entre atores e público, num cenário que nos lembra um ringue de lutas onde os atores / personagens entram em cena para os seus devidos duelos.

Serviço:
“Òpera do Malandro Acappella”, 17 e 18/12 (sábado e domingo), às 19h30min, no TgR – Teatral Grupo de Risco – Rua José Antônio, 2.170 – Centro.  Entrada: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) – na compra antecipada todos pagam meia. Classificação: 14 anos. Duração: 90min.

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