O 15º Festival de Bonito oferece uma série de programações para quem veio apenas com o dinheiro da passagem. O quarto dia de evento levou ao público dança, teatro, brincadeira de criança e opções de consumo acessível. A apresentação da banda Mustache e os Apaches pegaram alguns de surpresa mesmo fazendo sua segunda aparição no evento. Com bandolim, banjo e uma tábua de lavar louça transformada em instrumento de percussão, a banda tocou ao entardecer, na Praça da Liberdade, e deu gás para o público prosseguir em uma noite repleta de apresentações. Nomes como Tulipa Ruiz, Lulu Santos e Jota Quest se apresentam nesta noite de sábado (02), no evento.
Chamando a atenção não apenas pelo som incomum em terras brasileira, um som inspirado nas Jug Bands norte-americanas, a banda dá um tom interpretativo a apresentação, nos dando a sensação de estarmos em um dos porões do filme Titanic. Formada pelos gaúchos Pedro Pastoriz (voz, violão e banjo), Tomás Oliveira (contrabaixo acústico e voz), Axel Flag (voz e percussão), Jack Rubens (bandolim) e pelo mineiro Lumineiro, que toca o original Washboard (uma antiga tábua de lavar roupa), a banda surgiu nas ruas de São Paulo.

(Foto: Deivid Correia)
O que mais chama a atenção do público é a capacidade de transformar qualquer lugar das cidades por onde passam em palco. Cantoria a capela ou por meio de um megafone se unem aos instrumentos de ares caseiros. “É muito bom virmos para cá e termos um diferencial de música, além do sertanejo. Isto é revigorante. A banda é realmente muito boa”, afirma a estudante Marina Balan, que assistiu a apresentação em sua primeira vinda ao Festival de Bonito.

(Foto: Deivid Correia)
Fãs de dança foram contemplados com o espetáculo Mosaico Urbano, do grupo Funk-se, de Campo Grande. O espetáculo de dança de rua propõe mostrar diferentes visões de criação coreográfica a partir da ideia de juntar pequenos quadros, para se conseguir um resultado no todo, passeando pelos diversos estilos das danças urbanas.

(Foto: Deivid Correia)
Mas foi com a proposta de Mariana Piza, em “Formas-me”, que as crianças se identificaram. Na intervenção, que já rodou o Brasil, a atriz fica em exposição vestida com um macacão de peças de LEGO. O público torna-se construtor da obra quando se relaciona com ela, encaixando outras peças no macacão, compondo a forma que eles gostariam que a artista tivesse.

(Foto: Deivid Correia)
Proporcionando ao público alternativo de consumo artesanal, o Festival de Inverno acaba criando uma opção também para os que dependem da venda de seus produtos artísticos. O Pavilhão das Artes e a Feira Bocaiúva abrigaram artistas, estilistas e designers que procuram por consumidores mais intensos. “Os produtos estão saindo bem. Parece que o pessoal de fora dá mais valor para o nosso tipo de arte”, afirma o artista plástico sul-mato-grossense, Ronnie Eduardo Cunha, 39 anos. O trabalho que ele apresenta no evento é uma linha especial de pintura a óleo sobre madeira. Os bichos do pantanal são sua principal retratação.







