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O espetáculo 'Tem Trem' encerra Circuito Dança no Mato 2016

O Circuito já passou por 18 cidades fomentado a dança no interior

14 DEZ 2016
FCMS
14h13min
Foto: FCMS

O ano de 2016 foi muito produtivo para a dança no interior do estado com o projeto Circuito Dança no Mato que chega à sua última edição do ano com o espetáculo Tem Trem (Uma biografia emocional sobre os trilhos da N.O.B.) do Grupo Funk-se de Campo Grande que será apresentado em Caarapó no próximo sábado às 20h no Ginásio Municipal com entrada franca.

Durante o ano o Circuito passou por Maracaju, Nova Andradina, Paranaíba, Caarapó, Dourados, Rio Brilhantes, Ribas do Rio Pardo, Sonora, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso, Paraíso das Águas, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Cassilândia, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Fátima do Sul e Vicentina. Cerca de 5.000 pessoas assistiram ao espetáculos, bem como das oficinas e das palestras realizadas. 

Os grupos Funk-se, Ginga, Jovem Beatriz de Almeida, Streetpop, Movimento Dance, Stúdio Mayara Martins, Conexão Urbana, Bailah, Dançurbana e Expressão Urbana levaram seus diversos, diferenciados e conceituados trabalhos para o público do interior que, aliás, é o objetivo do projeto, fomentar a cultura da dança nos municípios, bem como formar público.

"O Circuito Dança no Mato além de difundir o que se produz é um projeto que promove o intercâmbio da dança no nosso Estado, possibilitando à população o contato com grandes espetáculos e artistas.", frisa Julia Aissa, coordenadora do Núcleo de Dança da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

Nesta última edição do ano do Circuito Dança no Mato, “O Tem Trem”, do grupo Funk-se leva um espetáculo para Caarapó que homenageia os cem anos de chegada a Campo Grande da antiga estrada de ferro Noroeste do Brasil, em 1914, cuja extinção e últimas viagens aconteceram no fim dos anos 1990.

Com as pesquisas, o espetáculo foi agregando fatos históricos e humanos de importância não só para o Estado, antigo Mato Grosso, mas para o país, pois a chegada do trem abrangeu o período de duas grandes guerras mundiais e suas consequências como o início de movimentos imigratórios que incluiu milhares de japoneses, muitos dos quais se fixaram nesta região em função do trem que aqui chegara.

Tem Trem? foi concebido, tendo como base dramatúrgica para as coreografias, três momentos distintos e as transformações humanas, financeiras, políticas e culturais decorrentes: antes da chegada, durante a existência e um memorial sentimental com a retirada do trem. Fez-se uma visita aos costumes, cultura e fatos que repercutiram na vida política brasileira, como o suicídio de Getúlio Vargas, os estilos de dança e música que tocava e se ouvia no país e em outros continentes.

Contando com uma trilha sonora eclética, Tem Trem passeia por vários estilos musicais, do eletrônico à polca paraguaia, e se faz valer do aspecto musical para cronologicamente fazer essa viagem com o trem. Uma música incidental, que coincidentemente comemora 35 anos da criação do Trem do Pantanal, de Paulo Simões e Geraldo Roca, na interpretação de Jerry Espíndola e Alex Cavalheri nos teclados e sanfona, faz parte da trilha, levando o público às várias ambiências sonoras.

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