As obras do PAC Cidades Históricas tiveram início com a assinatura da ordem de serviço que autoriza a Requalificação da Praça da República. O ato foi realizado na noite de terça-feira, 02 de junho, quando o prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, assinou o documento que autoriza o imediato começo das intervenções que irão garantir o aspecto de preservação desse importante espaço histórico.
A Praça da República, antes conhecida como Largo da Conceição, Largo do Carmo e Largo da Candelária, foi palco de um dos episódios mais marcantes da Guerra da Tríplice Aliança: a Retomada de Corumbá, ocorrido no dia 13 de junho de 1867.
“Você foi tocar no ponto nevrálgico da História de Corumbá, aqui (obelisco) está escrito à memória também dos fundadores. Não podemos ao longo da nossa existência desacreditar que antes da gente não houve outros. Isso é uma herança que jamais poderá ser substituída”, disse o empresário e cônsul honorário de Portugal em Corumbá, Alfredo Fernandes, dirigindo-se ao prefeito durante o ato.
Corumbá foi uma das 44 cidades brasileiras e única do Mato Grosso do Sul a ser contemplada pelo Governo Federal com a verba que garantiu a execução de dez projetos de readequação e requalificação de prédios e espaços públicos que integram o patrimônio histórico.
Presente ao ato de assinatura, a superintendente do IPHAN em Mato Grosso do Sul, Norma Daris Ribeiro, destacou: “Aproveito para agradecer o esforço do Governo Federal, via Ministério da Cultura, que mantém garantido a verba de 19 milhões, 690 mil para a concretização dessas dez ações, as quais irão beneficiar toda a população no que tange à preservação do patrimônio histórico, elevando ainda mais a identidade da cidade de Corumbá, que já tem o Turismo tão divulgado em nosso Estado e a nível nacional também”, disse.
A diretora-presidente da FUHPAN, Maria Clara Scardini, comentou todo o processo que envolve as fases de aprovação até a execução das obras e deixou um recado para a população. “Esse Centro vai virar um grande canteiro de obras porque temos aqui mais exemplares como a Comissão Mixta, Igreja da Candelária, o ILA, então, vamos transformar essa região da cidade e por isso pedimos a compreensão de todos”, falou.
Ela ainda apontou aquilo que considera que deve ser tornar uma luta de todos corumbaenses. Na avaliação da gestora, que também é arquiteta, há pessoas que precisam compreender o valor de uma cidade cuja história se manifesta em seus prédios. “Nessa jornada de dois anos fazendo os projetos e brigando pela preservação do patrimônio, percebemos que onde a gente encontra o maior amor, a gente encontra a maior destruição também. Precisamos retirar da cabeça das pessoas, o preconceito do patrimônio histórico. Muitas vezes, eu leio ou escuto comentários que Corumbá precisa ser moderna, acabar com toda essa velharia. Em cidades até fora do Brasil, o que acontece é diferente, há orgulho de possuir um centro histórico, porque a arquitetura, a construção física, nada mais é do que a história materializada”, afirmou.







