Para o prefeito Gilmar Olarte, a “questão” com os artistas de Campo Grande já está resolvida. Ele afirmou que a classe aceitou a oferta de R$ 700 mil imediatos para amortecer a dívida de mais R$ 4 milhões do município. Os trabalhadores da cultura negam a informação e, mais que a quitação do total, exigem a cassação de Olarte.
O posicionamento do prefeito, que estaria em Brasília, foi anunciado pelo vereador Edil Albuquerque, do PMDB, nesta quinta-feira (5), na Câmara Municipal, ocupada pelos artistas. Olarte teria oferecido R$ 500 mil como sinal do pagamento das dívidas e os trabalhadores teriam pedido R$ 700 mil. No entanto, os artistas negam o acordo e exigem o pagamento integral do valor.
De acordo com os trabalhadores, o executivo tem demonstrado falta de interesse em solucionar o conflito. Até o momento, o prefeito e a secretária de Cultura Juliana Zorzo não estiveram na Casa de Leis.
A assessoria jurídica do movimento S.O.S Cultura analisa formas de oficializar o pedido de cassação contra Gilmar Olarte. Além disso, eles pressionam os vereadores para aprovarem o requerimento de abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Cultura, que apuraria a aplicação dos valores anunciados por Juliana Zorzo.
De acordo com a secretária, 1,36% do orçamento foi destinado para a Cultura em 2014, valor superior ao determinado por lei, 1%. Uma reunião com o executivo foi agendada para as 11 horas desta quinta-feira, no Paço Municipal.
Os secretários André Scaff, de Finanças, Rodrigo Pimentel, de Relações Institucionais e Ricardo Dias, de Receita; os vereadores Mario Cesar, do PMDB, e Edil Albuquerque, PMDB, participarão da reunião com a comissão formada por representantes dos artistas.







