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Cultura

05/03/2015 15:30

Prefeitura diz que gastou mais de 1% com cultura, mas não presta contas

Calote

 O secretário de Finanças, André Scaff, e o secretário de Infraestrutura, Valtemir Alves de Britos, representaram a Prefeitura de Campo Grande, em reunião, nesta quinta-feira (5), para debater os problemas relacionados a inadimplência por parte da Fundac (Fundação Municipal de Cultura). Mesmo diante das manifestações, Valtemir alega que foram gastos 1,03%, o equivalente a R$ 13 milhões, com o setor, no ano passado. Porém, até o momento, o executivo não prestou conta destes gastos.

Conforme o secretário de obras, os investimentos foram feitos mesmo em um contexto de crise. "Em 2015, o orçamento foi planejado e discutido com o fórum. O município tem que pensar de uma maneira global e não podia assumir um compromisso de uma folha de R$ 4 milhões", explica se referindo ao valor dos dois principais editais de incentivo à cultura, Fmic e Fomteatro.

Valtermir ainda destacou o risco da prefeitura responder por improbidade administrativa ao assumir o compromisso, sem condições de cumprir.

Para o vereador, Alex do PT, o diálogo precisa ser destravado, já que a prefeitura insiste em pagar apenas R$ 700 mil dos R$ 4 milhões previstos. "Precisamos construir um diálogo com a finalidade de atender o segmento", afirmou.

O petista também criticou a postura da presidente da Fundac, Juliana Zorzo, que não compareceu em nenhum dos debates públicos sobre o assunto. "Ela tinha obrigação de estar aqui. Se quer ser gestora, tem que ser com bônus e ônus", enfatizou.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) criticou também a ausência do prefeito. "Ele tem que ser envolvido. São projetos que foram elaborados, submetidos à banca e de repente são cancelados. Não dá para parcelar ou fazer outra seleção", relembra. A vereadora afirma que solicitará a prestação de contas dos investimentos de R$ 13 milhões que a prefeitura alega ter feito na cultura.

Já o vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) foi enfático ao dizer que a prefeitura não vai arcar com o calote ao setor."A verdade é uma só, esses R$ 4 milhões não vão ser pagos. Não tem nada que vai obrigar a prefeitura a pagar". Uma reunião ficou agendada para a próxima segunda-feira, dia 9 de março, para dar continuidade nas negociações. Os secretários garantiram a presença do prefeito Gilmar Olarte.

O rico e o pobre

 Sem os repasses mínimos para o setor, artistas e produtores culturais viveram um ano de pobreza na cultura. A inviabilidade das produções deixou alguns artistas em situação de vulnerabilidade. "O que estão fazendo na prática é decidir quem vai passar fome e eles ainda querem que a gente escolha quem vai ser", afirmou o músico e compositor Rodrigo Teixeira.

O ator Anderson Lima questiona os gastos feitos com eventos realizados pela prefeitura, como o cachê de R$ 70 mil com o show da  cantora baiana, Gilmelândia, no Carnaval, e o gasto de R$ 200 mil com a estrutura de grandes shows. "Menosprezam a cidade", afirmou.

O cantor e compositor Jerry Espíndola afirma que cortes poderiam ser feitos na própria Fundac para pagar os editais. O artista questiona a existência de 35 comissionados na instituição, além do funcionamento do órgão em prédios alugados, enquanto há prédios públicos desocupados, como o Armazém Cultural. De acordo com a vereadora Luiza Ribeiro (PPS), apenas a exoneração dos funcionários representaria uma economia de R$ 2 a R$ 3 milhões.

Manifestação

 Na terça-feira (2), artistas e produtores culturais ocuparam o prédio da Fundac reivindicando o pagamento de contratos de prestação de serviços, repasses do Fmic e Fomteatro, além da execução orçamentária para 2015, aplicação de 1% da cultura e o cumprimento das metas do Plano Municipal de Cultura.  As manifestações seguiram nesta quarta-feira (4), com carreata pelas ruas da Capital e participação em audiência pública.

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