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4G avança no Brasil, mas competição ainda deixa a desejar

Tecnologia

3 JAN 2014
Valor Econômico
16h25min
Divulgação

 A telefonia móvel de quarta geração (4G), que permite o tráfego de dados em alta velocidade, avançou menos que o desejado pelo governo federal, mas dentro das expectativas dos analistas do setor. A competição no segmento, no entanto, ainda tem muito a avançar neste ano. O serviço é oferecido comercialmente em 75 cidades, mas em mais da metade deles há no máximo duas operadoras disputando esse segmento de mercado.

 

A tecnologia 4G foi lançada comercialmente no país em dezembro de 2012 pela Claro, em Recife. A competição para valer só começou em abril do ano passado, com o lançamento do serviço em seis capitais pelas operadoras Telefônica/Vivo, Claro, TIM e Oi. Até novembro, o serviço somava 923,4 mil linhas em uso, de acordo com dados divulgados no início da semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 

O número é próximo à previsão média dos analistas, que estimavam para o ano de 2013 em torno de 1 milhão de aparelhos 4G em uso, um volume distante da previsão do governo, de 4 milhões de linhas.

 

Ao longo do ano passado, as operadoras apressaram-se para dar início à oferta de 4G, antes até dos prazos da Anatel, nas cidades que foram sede da Copa das Confederações e terão papel semelhante na Copa do Mundo de 2014. Já nas subsedes da Copa - como os municípios que vão abrigar os centros de treinamento das equipes - a cobertura do serviço tem sido implantada de forma mais lenta.

De acordo com um levantamento da consultoria Teleco, feito com base em dados das operadoras, em apenas nove cidades o 4G é oferecido pelas quatro grandes operadoras - Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Distrito Federal, Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Em 27 dos 75 municípios cobertos só há uma operadora na disputa pelos clientes. Em outras 20 cidades, há duas teles no páreo.

 

Leilão de concessão - Quando participaram do leilão da faixa de frequência de 2,5 gigahertz (GHz), em julho de 2012, as operadoras tinham como meta implantar o 4G em 81 cidades que seriam sedes e subsedes da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. A cobertura deveria ser suficiente para atender pelo menos 50% da população nesses municípios.

 

A Fifa, porém, não definiu com exatidão as subsedes, estabelecendo apenas cidades potenciais, no total de 86 municípios. Devido a essa indefinição, as operadoras ganharam prazo maior para implantar os serviços nessas cidades. Sérgio Kern, diretor do SindiTelebrasil, que representa as operadoras, disse estimar que as subsedes sejam definidas até fevereiro. "As operadoras se comprometeram a ofertar o 4G à medida que a Fifa indicar os locais dos centros de treinamento, o que deve ser concluído até abril de 2014", disse Kern. Procuradas, todas as operadoras confirmaram que estão cumprindo os prazos estabelecidos pela Anatel.

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