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sexta, 25 de setembro de 2020
Economia

Agência Nacional de Mineração atesta estabilidade de barragens em Corumbá

Os documentos expedidos pelo órgão serão encaminhados aos órgãos públicos que atuam na fiscalização dessas estruturas

05 abril 2019 - 15h32Por Da redação/Assessoria

As mineradoras responsáveis pelas barragens utilizadas para receber a lama proveniente do beneficiamento do minério de ferro em Corumbá e Ladário obtiveram o certificado de estabilidade de suas estruturas, expedido pela Agência Nacional de Mineração – ANM. Os documentos da Vetorial e da Vale foram apresentados em audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal e que reuniu mais de 500 pessoas na noite de terça-feira,3 de abril, na UFMS em Corumbá.

Os certificados foram expedidos na semana passada pela ANM, antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), e já estão sendo encaminhados aos órgãos públicos que atuam na fiscalização dessas estruturas. “O documento é mais um indicativo, eminentemente técnico, da estabilidade das barragens da Vetorial Mineração”, disse Rodrigo dos Anjos Xavier, gerente-geral da empresa, responsável pelos complexos das minas Laís e Monjolinho.

No caso da Vetorial, a empresa atendeu recomendação do MPF e contratou auditoria externa independente para verificar a situação de suas barragens. O resultado da inspeção resultou na Declaração de Condição de Estabilidade expedida pela ANM.

Com relação a processo de infiltração detectado Barragem Sul da Mina Laís, sobre a qual muito se tem falado nas últimas semanas, Rodrigo esclareceu que se trata de infiltração de nível 1 (numa escala de 1 a 3), o que representa baixo risco, que já está sendo corrigida. A obra de correção já teve início e a previsão é que termine daqui a 30 dias.

Rodrigo Xavier também apresentou a simulação das manchas de inundação de ambas as barragens, demonstrando que em caso de rompimento as comunidades urbanas de Corumbá e Ladário não serão atingidas. A empresa já realizou a simulação de acidentes com moradores das 12 casas que seriam atingidas em caso de colapso da estrutura e apresentou o plano de segurança que está em fase de implantação, com a instalação de câmeras, torres e sirenes.

Audiência pública

Da audiência pública realizada em Corumbá participaram, além do MPF e das empresas mineradoras, especialistas convidados do Ibama, Defesa Civil e Agência Nacional de Mineração. As perguntas mais recorrentes foram sobre a segurança das comunidades do entorno num eventual rompimento, ações preventivas e de socorro à população.

Dezenas de perguntas foram encaminhadas à mesa e não houve tempo hábil para responder a todas. Por isso, o MPF encaminhará as perguntas que ficaram sem resposta às empresas e/ou aos especialistas e divulgará as respostas junto à ata da audiência pública no site do órgão (www.mpf.mp.br/ms).

Como resumiu a procuradora da República Maria Olívia Pessoni Junqueira, a audiência pública foi apenas um momento inicial de aproximação. “O objetivo do MPF é que essa comunicação se estenda, que empresas e comunidade estreitem os laços e consigam solucionar as muitas questões pendentes decorrentes da atividade da mineração”, destacou.

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